ghost image socials
3ª edição em Lisboa
Os avisos que nos ficam desta Web Summit
8 de novembro de 2018
Image
Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.
Os avisos que nos ficam desta Web Summit
Marco Silva
Jornalista

Licenciado em comunicação, apaixonado por música e pelas coisas boas da vida. Uma boa história, uma boa conversa são coisas que não têm valor mensurável e é isso que tento trazer para o trabalho que faço.

Lisboa voltou a receber a Web Summit, é já a 3ª edição do certame dedicado à tecnologia e economia digital que decorre, e irá decorrer durante os próximos 10 anos, em Portugal. Temas polémicos e controversos desfilaram pelos palcos desta conferência que trouxe a Lisboa mais de 70 mil pessoas. Desde Alexander Nix, CEO da Cambridge Analytica, Christopher Wylie o homem que denunciou o caso da utilização e venda de dados por parte do Facebook, a Tony Blair que manifestou publicamente a sua posição anti-brexit. O poder da desinformação e como a manipulação de dados foi usada para eleger Donald Trump e aprovar o Brexit, o voto desinformado e influenciado era o que estava em cima da mesa.


“O Facebook ameaçou processar-me” - Christopher Wylie.

Há muito tempo que ouvimos o chavão “o futuro é o digital”, mas a verdade é que o presente já o é. Tivemos os exemplos acima supracitados que foram decisivos em votações que influenciaram o rumo político de dois dos países mais poderosos do mundo. E tendo em conta a importância destas tecnologias não podia deixar de destacar neste artigo a conferência de Brad Smith, Presidente da Microsoft.

A sua intervenção foi bastante assertiva, e de certa forma vai ao encontro do que falou Christopher Wylie. O “whistleblower” (Wylie), como gosta de se intitular, disse que têm que existir códigos de conduta aplicados à tecnologia. “Se conseguimos regular a energia nuclear porque é que não conseguimos regular a merda de um código!?” Christopher deu o exemplo de várias profissões que se regem por um código de conduta: médicos, advogados, enfermeiros, professores. E a seu ver os cientistas que trabalham com dados também deveriam ter um código de conduta para evitar com que existam casos como o da Cambridge Analytica. “As pessoas deitam-se bem mais vezes com telemóveis do que com pessoas verdadeiras. Os cientistas constroem algo que afecta as pessoas de uma forma muito intima e tem que haver regulação para isso”.


Brad Smith, da Microsoft, também deixou um aviso muito claro quanto à tecnologia. Apesar da Web Summit ser uma conferência que celebra os avanços tecnológicos é agora, mais que nunca, importante chamar à atenção para uma consciencialização.

Smith começou por um exemplo muito prático: o vírus Wannacry. No ano passado foram vários os órgãos de comunicação que avisaram os utilizadores de computadores para a existência e para o perigo deste vírus que funcionava como um ransomware (pedia dinheiro aos utilizadores para voltarem a ter acesso aos seus dados que eram corrompidos pelo malware). Em Portugal o Wannacry não foi muito expressivo mas noutros países chegou a parar hospitais, estações de televisão, jornais e várias empresas.

Brad aproveitou os 100 anos de armistício para dar o exemplo da evolução tecnológica, nomeadamente a bélica. Nos últimos 100 anos a tecnologia responsável pela morte de milhares nas grandes guerras nunca parou de evoluir ao contrário da posição moral adotada pelos governos e pelas organizações.

Da mesma forma que existiu uma revolução tecnológica é necessário existir também uma revolução na moral, as mentalidades têm que acompanhar a evolução tecnológica.

Mas apesar das visões alarmistas, que também são necessárias, também ouve tempo para a maravilha tecnológica. A robô Sophia voltou a pisar o Center Stage desta vez acompanhada por um outro robô, o Han. Marco Tempest, antigo cientista da Nasa, fez uma demonstração ao vivo com quadcopteros (drones) comandados pelos seus gestos. O especialista deu o exemplo de código matemático que é interpretado como inteligência, e inteligência que é interpretada como personalidade.

A Web Summit voltou a fazer justiça ao seu título de “uma das maiores feiras de tecnologia do mundo”. Grandes nomes que falaram de grandes temas que têm que ser tidos em conta neste novo mundo tecnológico em que o que aceitável e inaceitável ainda são um desconhecido.

Artigos Relacionados

Recorrendo a Inteligência Artificial
9 de novembro de 2018
Tendências & Tecnologia

fechar

fechar

Subscreva a nossa newsletter e receba no seu e-mail as notícias mais quentes da área.

Imagens de Marca Newsletter

Obrigado, consulte o seu email.

Li e aceito a política de privacidade.

Cristina Amaro Newsletter

Obrigado, consulte o seu email.

Li e aceito a política de privacidade.