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Pesquisa

Profissionais de saúde, educação e administração pública são os que apresentam mais sinais deste tipo de patologia.
As conclusões são de um estudo do Laboratório Português dos Ambientes de Trabalho Saudáveis, que aponta também os trabalhadores dos setores dos transportes, retalho, área social e comércio como um dos principais afetados por este tema.
O estudo envolveu cerca de 2 mil pessoas, com quase 80% dos inquiridos a apresentarem pelo menos um sintoma de burnout. “O facto de cerca de 80% dizer que tem pelo menos um dos destes sintomas – tristeza, irritabilidade, exaustão e cansaço extremo é algo que nos preocupa”, refere Tânia Gaspar, psicóloga e coordenadora do estudo, em entrevista à Lusa, tendo sublinhado ainda que 63% das pessoas apresentam os três sintomas.
Os envolvidos no estudo referem ainda que, aliado a estes sinais, sentem que o seu trabalho não é reconhecido e que as suas competências estão mal aproveitadas. Apontam o dedo às lideranças e chefias que estão demasiado focadas na obtenção de resultados e pouco preocupadas com o bem-estar das equipas.
“A pessoa acaba por ter um desempenho mais debilitado, […] tende a trabalhar menos e a fazer mais erros, a ter mais stress, a criar mais relações menos positivas também no contexto laboral […] a própria empresa acaba por ficar afetada”, alerta a psicóloga.
O estudo destaca, por isso, a necessidade de as empresas olharem com mais atenção para a saúde mental das suas equipas, de implementaram melhores estratégias de gestão de conflitos e trabalharem as lideranças.
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