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A opinião de Alberto Rui Pereira
O valor da Imprensa... Está viva e recomenda-se!
28 de setembro de 2018
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O valor da Imprensa... Está viva e recomenda-se!
Alberto Rui Pereira
CEO / IPG Mediabrands Portugl

A imprensa atravessa um período de forte mudança, tal como toda a nossa indústria, mas de uma forma ainda mais acentuada. Esta transformação passa por mudar paradigmas, modelos de negócio, produção de conteúdos e até de credibilidade, que tem efeitos nas suas marcas, no mercado e na nossa sociedade.

Os diferentes stakeholders olham na generalidade para a imprensa (suportes impressos) como um meio que já não tem futuro, que já desempenhou o seu papel, que já não acrescenta valor porque não tem dinâmica nem leitores. Mesmo quando se decide investir na imprensa, com honrosas exceções, não se faz de forma convicta e apostando na criatividade, dinâmica, inovação e diferenciação, de forma a explorar todas as potencialidades e características únicas deste meio, como tão bem se fez no passado quando era valorizado. A comunicação que se vê hoje na imprensa, de forma genérica (salvo as tais honrosas exceções que hoje ainda têm mais impacto por serem cada vez mais raras e diferenciadoras), é pobre e indiferenciada, sem impacto e sem explorar todo o partido do meio.

Este é, na minha opinião, o atual status. Mas há mitos que é importante derrubar e factos a ter em conta. A imprensa tem leitores, leitores esses que são qualitativamente relevantes, tem marcas e conteúdos de qualidade e relevância, com especificidades únicas que justificam o seu valor. Não só tem valor como tem também futuro, pois o papel enquanto suporte de comunicação não vai desaparecer, continuando a ser relevante e insubstituível nomeadamente em conteúdos mais específicos e mais especializados.

Hoje em Portugal 6 439 000 leem regularmente jornais ou revistas (75% dos indivíduos com mais de 15 anos, 65% jornais e 72% revistas), dos quais 1 444 000 são da classe A/B (alta/ média alta). A frequência de leitura semanal é de 2,4 vezes para os jornais e 1,4 vezes para as revistas. Estes são os factos e os números são relevantes a todos os níveis. Não podemos nem devemos ter a atitude de ignorar esta audiência e o seu valor. Apesar da quebra avassaladora e incontornável que o meio tem vindo a sofrer, a as edições em papel têm ainda uma presença inequívoca na nossa indústria que não deve ser menosprezada. Se acrescentarmos a isso as características intrínsecas do meio que permanecem intactas, nomeadamente, ser um meio privilegiado para passar informação; a que se dedica atenção não limitada pelo tempo e pelo espaço; em que o mesmo exemplar é muitas vezes lido por mais que uma vez; com conteúdos relevantes e a quem os leitores dedicam tempo e disponibilidade; a credibilidade, a confiança e o valor de muitas marcas de imprensa. Não existe nenhuma razão objetiva para a tendência de ignorar e menosprezar o valor e impacto do mesmo, com o argumento ilusório de que já não é sexy e/ou moderno.

Numa altura em que as marcas procuram cada vez mais canais de comunicação que valorizem e potenciem a sua mensagem e acrescentem valor, é tempo de deitar mitos por terra e de ser pragmático e analítico na avaliação do real valor e potencial dos canais à nossa disposição. É tempo de voltar a olhar para a imprensa como um meio de valor e de futuro apesar da evolução tecnológica, tirando partido disso mesmo.

Alguns dos principais grupos de Media em Portugal tem e mantem as suas marcas na Imprensa (papel). Louva-se a coragem e resiliência de continuarem a acreditar e apostar nessas marcas no papel. A bem da nossa indústria e da nossa sociedade resta-nos a todos ajudar a que essas marcas subsistam e se revigorem.



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