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A opinião de Hugo Oliveira
O Trabalho-Remoto e/ou Híbrido vai acabar
22 de Julho de 2022
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O Trabalho-Remoto e/ou Híbrido vai acabar
Hugo Oliveira
Chief Marketing Officer SYONE

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Na minha visão, em contexto de escritório e em trabalhos colaborativos, o trabalho remoto ou híbrido parece-me ser uma desculpa conveniente para quem o defende. 


Já são poucas as situações onde existem restrições devido à pandemia Covid-19, no entanto ainda há empresários que procuram poupar alguns custos operacionais e colaboradores que preferem gerir a sua vida a partir de casa. 


Já ouvi 500 razões para sustentar a teoria e benefícios do trabalho à distância, como se tivessem descoberto a pólvora, mas recordo que tudo isto começou devido às restrições durante a pandemia e hoje em dia parece-me que as pessoas estão a olhar mais para o seu benefício pessoal e não para a sociedade/grupo/equipa a que pertencem.


Entendo que os colaboradores prefiram ficar em casa, poupando tempo e dinheiro nas deslocações e ao mesmo tempo gerir a sua vida de forma mais eficaz. Eu próprio conseguia “participar” em reuniões enquanto ia buscar os miúdos à escola, ou até adiantar uma tarefa de casa entre emails. Mas na minha visão isto tem vários desafios para o grupo com quem trabalhamos.


Em primeiro lugar acho muito importante separar o trabalho da vida pessoal. Estender roupa enquanto se discute um orçamento, ou “fui lá baixo à mercearia”, é completamente esquizofrénico. Mas na verdade não é só esta questão, mas sim a forma como interagimos quando ocupamos o mesmo espaço.


Por exemplo:


O sentido de missão, de grupo, de equipa, com um objectivo comum, é praticamente impossível criá-lo em remoto.


A velocidade. Quantas vezes perdemos tempo no chat à espera da resposta do nosso colega? Aparentemente parece pouco (2 a 5 minutos), mas quando estamos no mesmo espaço, essa resposta é instantânea.

A leitura corporal. Mesmo que tenha a sorte dos meus colegas ligarem todos o vídeo nas reuniões, quando alguém está a fazer uma apresentação a imagem dos participantes fica ridiculamente pequena, e muitas vezes sem microfone, o que nos deixa sem qualquer possibilidade de sentir o “ambiente da sala”. Além disso, eu não sei quando envio uma mensagem no chat se do outro lado houve entusiasmo ou um soprar subtil. Enfim… impossível sentir o grupo à distância.


Conversa de corredor. Quantos problemas são resolvidos durante um café, um cigarro, um encontro no corredor, ou até mesmo durante o almoço? Isto é completamente inviabilizado em trabalho em remoto.

Todos estes fatores, e muitos mais, são a “cola” que há entre nós. É este poder que faz a diferença entre as equipas que são boas e as menos boas. Alguém motivado, que gosta de estar com os seus colegas, e que se sente feliz, é alguém mais produtivo e isso é bom para a empresa e também para as pessoas. No entanto depois de se habituarem a trabalhar de casa, com ganhos substanciais no seu orçamento e uma aparente liberdade… agora vai ser difícil acabar com o modelo remoto/híbrido.


Noutro ângulo, queria partilhar mais uma consequência do trabalho remoto. Neste caso, será mais para os novos miúdos que exigem este formato, ou para alguém com poucos anos de trabalho e que também acreditam que o Trabalho Remoto/Hibrido é melhor para eles. Daqui a uns 5 ou 10 anos, depois de terem passado dias a fio de chinelo em casa, a comer gomas salpicadas de Netflix, qual será o seu verdadeiro network? Nenhum...


O nosso network é feito através de quem conhecemos no trabalho, em cliente, num evento da empresa…. que no futuro podem atender o telefone com um pedido de ajuda, ou até ligarem-nos a desafiar para um novo emprego, porque se lembram que és alguém válido e um bom profissional, com quem é fácil lidar.


Em suma, tenho a convicção que não se investindo no relacionamento humano in loco, ao vivo e a cores as pessoas que ficarem em casa vão ser ultrapassadas, mais cedo ou mais tarde.


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