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A opinião de António Jorge
O novo jornalismo, uma oportunidade para os media
29 de maio de 2019
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O novo jornalismo, uma oportunidade para os media
António Jorge
Consultor, Executivo e Docente Universitário

Os fluxos de informação na esfera publica sempre me interessaram, quer porque permitem um melhor conhecimento da envolvente onde os negócios se desenvolvem, quer porque permitem uma maior participação cívica.

As ultimas eleições espanholas e as eleições europeias suscitaram-me a seguinte reflexão: “As ultimas tendências no jornalismo demonstram a oportunidade de inovar na abordagem e nos conteúdos veiculados na esfera publica”.

As oportunidades de prestações de serviços como o jornalismo, devem fundar-se sempre em necessidades claras dos clientes. Hoje qualquer cidadão tem uma necessidade enorme de destrinçar qual a informação verosímil ou verdadeira, para suportar as suas decisões, opiniões e juízos de valor.

Acontece que com o crescente crescimento das “fake news” e de retóricas politicas centradas na mistificação de factos, na demagogia e na falsidade; o cidadão tem cada vez mais dificuldade em identificar essa preciosa informação.

Esta dificuldade multiplica-se quando os meios de comunicação fazem apenas uma amplificação das retóricas politicas, dando-lhes tempos de antena, sem analisar criticamente os conteúdos comunicados pelos agentes políticos.

Esta atitude amplificadora tem sido a regra na nossa comunicação social.

Já não nos serve apenas critérios democráticos de distribuição de voice share. Necessitamos de curadoria e validação de mensagens, como processo de filtração da falsidade e enviesamento da verdade.

A criação do Poligrafo SIC, do site You Check, bem como do artigo los nuevos periodistas, são exemplos da mudança e dos desafios que este Paradigma 4.0 apresenta aos jornalistas.

A inovação de abordagem e conteúdos de que falo, é a de, através dos recursos tecnológicos existentes e da inteligência artificial, os jornalistas poderem desmontar afirmações falsas e enviesadas, confrontando os políticos/emissores com as mesmas, tão rápido quanto possível.

Esta inovação devolveria ao jornalista e a especialistas a análise e o comentário politico centrado na validação e/ou negação das mensagens proferidas; evitando assim que a análise politica se centre em avaliar qual o politico que vence, por exemplo, debates, legitimando vitórias, ainda que sustentadas em falsidades e/ou demagogia, só porque a performance comunicacional do politico A, foi melhor a do B. A comunicação é importante, mas o conteúdo é muito mais, nesta era da informação.

No fundo é pegar o Poligrafo SIC e generalizá-lo (não basta uma vez por semana, necessitamos que seja permanente), tornando-o numa atitude e/ou abordagem, que deve ter o “juízo” do jornalista, e não dar espaço aos políticos para validarem as suas próprias mensagens ou descredibilizarem as dos seus adversários.

Imagine-se um debate eleitoral onde minutos depois de uma afirmação efetuada por um politico, ainda com o debate a decorrer, passa numa frase de rodapé o veredicto do poligrafo sobre a veracidade da mesma. Seria de uma utilidade sem preço para a sociedade.

Penso que este serviço será altamente valorizado pelos cidadãos e obrigará os políticos a mudarem o seu paradigma de comunicação, sob pena de se descredibilizarem ou caírem no ridículo. Também eles precisam de efetuar a disrupção que este paradigma 4.0 implica. Talvez seja dos jornalistas a responsabilidade e oportunidade para a provocarem, ou não fossem estes, “O Quarto Poder”.

Anseio por esta recentragem da profissão do jornalismo naquela que é a sua missão mais nobre, zelar pela verdade e pela informação da esfera publica, não só na politica, mas em todas as dimensões da sociedade. Nela reside a esperança por um Mundo melhor.

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