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A opinião de Alberto Jorge
O Fim do Futuro e a Nova Economia
31 de outubro de 2019
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O Fim do Futuro e a Nova Economia
António Jorge
Consultor, Executivo e Docente Universitário

Os comportamentos de consumo mudaram, não apenas porque a dureza da ultima crise induziu comportamentos mais cautelosos, mas também porque deixámos de acreditar no futuro.

Não quero com isto dizer que, de um momento para o outro, ficámos todos pessimistas; apenas que deixámos de conseguir projetar com algum grau de conforto, o que pode acontecer no futuro; facto que reforça ainda mais um comportamento cauteloso ou até conservador relativamente ao consumo.

Vários factos contribuem para esta minha opinião, o mais relevante é a edição de 12 a 18 de outubro da Revista Economist onde se analisa o nova normalidade da economia.

Nessa edição refere-se que a correlação entre inflação e emprego já não se verifica e que, por consequência, as regras de análise e projeção económica também atravessam o seu processo de reconstrução à luz do que chamo o Paradigma 4.0; ou seja as leis e regras da economia, agora dita clássica, deixaram de funcionar desde à 10 anos, é necessário reinventá-las.

Mais emprego não origina, nos dias de hoje, um aumento de consumo que faça crescer a inflação. Em minha opinião, porque o comportamento de consumo mudou. Nem mesmo com a conjugação de juros baixos, pois um empréstimo implica confiança e perceção positiva sobre o futuro, no caso de uma tomada de decisão responsável.

É esta impossibilidade de projetar o que quer que seja sobre o futuro, dado o mundo VICA/VUCA em que vivemos que altera o comportamento de consumidores, organizações e entidades politicas e origina, por exemplo, níveis de poupança incrivelmente altos como o alemão e um crescimento anémico apesar de politicas como o quantitative easing.

Como reflexão, penso que a dinamização e o crescimento da economia não se farão mais segundo as regras anteriores porque o risco e a incerteza sobre o futuro aumentaram drasticamente. Assim apenas medidas que impliquem um risco baixo poderão dinamizar consumo e investimento.

Como não podemos mudar o contexto e a consequente perceção sobre o futuro, talvez medidas claras com impacto no presente, como a redução de impostos, que origina um aumento real e imediato do poder de compra e do cash-flow , possa ser um outro caminho para a crescimento e bem estar.

Têm os economistas e os políticos um grande desafio 4.0 pela frente.

Recomendo a leitura dos artigos da referida revista.

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