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O novo serviço foi concebido para responder às necessidades de setores críticos abrangidos pela diretiva NIS2, permitindo cumprir requisitos relacionados com identificação segura, controlo de acessos, integridade das aplicações e registo de eventos obrigatórios para sistemas e agentes de IA.
A transformação da Inteligência Artificial e da robótica está a criar novos desafios de confiança digital. À medida que agentes de IA e robôs autónomos passam a executar tarefas, aceder a informação e tomar decisões em nome de pessoas e organizações, torna-se essencial garantir que estes sistemas podem ser identificados, autenticados e associados às ações que realizam.
Foi precisamente para responder a esta necessidade que a DigitalSign lançou o AgentID, um novo serviço de identidade digital destinado a robôs autónomos e agentes de Inteligência Artificial. A solução, desenvolvida no âmbito da parceria da empresa com o Laboratório de Automação e Robótica da Universidade do Minho, enquadra-se no regulamento europeu eIDAS e responde também aos requisitos que o AI Act passará a exigir aos sistemas autónomos a partir de dezembro de 2026.
O objetivo é permitir que estes sistemas disponham de uma identidade digital verificável, capaz de validar credenciais, controlar permissões, garantir a integridade das instruções recebidas e assegurar a rastreabilidade das ações executadas. Na prática, pretende oferecer aos robôs e agentes de IA o mesmo nível de confiança que hoje existe para pessoas e organizações no universo digital.
A colaboração com a Universidade do Minho permite à DigitalSign acompanhar de perto a evolução da robótica, através de projetos como o CHARMIE, robô de serviço doméstico que conquistou recentemente o segundo lugar na RoboCup@Home 2026, uma das mais prestigiadas competições internacionais da área.
Segundo Fernando Moreira, CEO da DigitalSign, citado em comunicado de imprensa, a evolução destes sistemas exige novos mecanismos de confiança: “Quando um sistema autónomo executa uma tarefa, acede a informação ou toma uma decisão em nome de terceiros, torna-se necessário saber qual é a sua identidade, que permissões possui e sob a responsabilidade de que entidade está a atuar”.
Já Fernando Ribeiro, professor da Universidade do Minho e responsável pelo Laboratório de Automação e Robótica, considera que a evolução da robótica torna esta discussão cada vez mais relevante: “Esta colaboração contribui para antecipar questões que ganham importância à medida que os sistemas autónomos evoluem, nomeadamente a forma como são identificados, autorizados e integrados em ambientes onde interagem com pessoas, informação e infraestruturas”.
Com esta aposta, a DigitalSign pretende reforçar a sua estratégia de desenvolvimento de soluções de identidade digital e serviços de confiança, antecipando um cenário em que a confiança digital deixará de abranger apenas pessoas e empresas para passar também a incluir sistemas autónomos e Inteligência Artificial.
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