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O painel “Navegar na Incerteza” reuniu esta manhã no The Branding & Business Summit várias vozes do setor financeiro e empresarial para uma reflexão sobre o impacto da instabilidade global nas decisões estratégicas das organizações.
A sessão contou com Ana Carvalho, membro do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Madalena Oliveira e Silva, presidente e CEO da AICEP – Portugal Trade & Invest, Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, e Vítor Ribeirinho, Senior Partner e CEO da KPMG Portugal, com moderação de Fernando Paula, Diretor Editorial do Imagens de Marca.
Madalena Oliveira e Silva, presidente e CEO da AICEP, destacou o papel da informação e da previsibilidade na tomada de decisão das empresas. “Procuramos trazer mais informação porque para decidir é preciso conhecer”, afirmou, sublinhando a rede internacional da AICEP, que conta com mais de 40 delegações. A responsável acrescentou ainda que “temos de mostrar as possibilidades que se abrem”, referindo o trabalho em curso no apoio às necessidades de financiamento das empresas, em articulação com o programa do Governo.
A dirigente sublinhou ainda a atratividade de Portugal no contexto internacional, destacando a posição geoestratégica do país como fator relevante para o investimento. Defendeu também a importância da simplificação legislativa e da redução do tempo de implementação de projetos, referindo que “o timing é determinante” para a competitividade. Acrescentou ainda que as questões da energia assumem hoje um papel central, sublinhando que o trabalho nesta área , Portugal “começou há mais tempo”, mas que as necessidades atuais das empresas são significativamente maiores.
Por sua vez, Ana Carvalho, membro do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, sublinhou a evolução da capacidade de resposta das empresas em contextos de incerteza. “Há dez anos falávamos de calamidade ambiental, hoje falamos de incerteza geopolítica”, referiu, destacando que, perante este novo contexto, “notou-se que as empresas já estavam preparadas”. Acrescentou ainda que “o nível de preparação era grande” e que, apesar do cenário atual, “as nossas empresas e economias estão muito mais preparadas do que no passado”.
Vítor Ribeirinho, Senior Partner e CEO da KPMG Portugal, destacou a crescente complexidade do contexto económico e os desafios da competitividade internacional. “O primeiro grande desafio é definir aquilo que é para exportar de acordo com os investimentos dos nossos clientes”, afirmou, sublinhando que a escala do tecido empresarial não deve ser vista como uma limitação. Defendeu ainda a importância da antecipação e da gestão de risco, sublinhando a necessidade de uma observação mais precoce e estruturada dos riscos como suporte à decisão. Vítor Ribeirinho destacou também a relevância de parcerias e da internacionalização como fatores críticos de crescimento.
Já Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, defendeu que o nível de maturidade das empresas portuguesas evoluiu de forma significativa na gestão de risco. “Com esta conjuntura, as empresas são maiores, o país está mais preparado e, na área do risco, estamos lá”, afirmou. Ainda assim, alertou para a necessidade de reforçar a ambição empresarial: “Às empresas falta um desígnio que é a ambição para crescer, gerindo a quota de risco. Deviam existir alguns incentivos”, acrescentou, sublinhando o impacto da instabilidade nas decisões empresariais.
O painel deixou claro que, num contexto marcado por incerteza global e transformação económica, a capacidade de antecipação, adaptação e definição estratégica será cada vez mais determinante para a competitividade das organizações.
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