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A opinião de Miguel Caeiro
Millennials Sex Recession
30 de janeiro de 2019
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Millennials Sex Recession
Miguel Caeiro
Co-Founder e CEO SKORR

Tecnologia, tempo que passamos online, viver com os Pais, crise económica e salários baixos estão a resultar num mínimo histórico de sexo entre os Millennials.


A semana passada, durante uma curta estadia em NY, enquanto esperava a hora da próxima reunião, detive-me em frente à TV no Today Show da NBC, um famoso programa matinal, em que o tema me surpreendeu, não só pelo facto em si, mas mais ainda pelas razões que vários estudos e pesquisas apontaram como justificativa.

O tema da reportagem era precisamente o “Millennials Sex Recession”, indicando que a geração dos vinte e tais praticam significativamente menos sexo do que os vários antecessores, desde a geração X, baby boomers, etc....


Como explicação eram entrevistados vários milenials e complementavam com vários estudos, que no entretanto aprofundei e alarguei a pesquisa para substanciar este artigo.

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As várias fontes e peritos elencam quais os fatores que mais contribuem para esta realidade:

• Viver com os Pais até muito tarde – 33% da geração entre 25-29 anos ainda vive com os Pais, o valor mais alto em 75 anos. É uma razão objetiva e pragmática que efetivamente dificulta e atrapalha o tema de relacionamentos, e logo, sexo;

• Sem dinheiro para sair ou viajar – usualmente esta geração classifica-se como “overworked and underpaid” com salários muito baixos que não permitem rotinas de lazer e entretenimento;

• Ansiedade, stress, problemas psicológicos, muito frequentes nesta geração, comprovadamente diminuem a libido;

• Ligado ao ponto anterior, o facto que esta geração se sente muito pressionada pelas altas expectativas que lhes são depositadas, pelo elevado grau de conhecimento, acesso a tecnologia e ferramentas antes indisponíveis, condições de estudo/trabalho que as gerações anteriores não tiveram;

• O tempo dedicado online (redes sociais, chatting, gaming) é um ladrão de tempo para tarefas de relacionamento, logo, oportunidades de conhecer novas pessoas;

• As aplicações de relacionamento (ex:Tinder) alteraram de forma dramática os métodos de flirting, namoro, romance, transformando-os num simples “swipe left/right” sem qualquer carga de adrenalina ou emoção;

• Relacionado ao ponto anterior, estão-se a perder skills importantes de romantismo, sedução, cavalheirismo, frustração e ansiedade, gestão de expectativas e timing, enfim, perde-se o encanto;

• As pessoas já não falam presencialmente, nem mesmo ao telefone, apenas enviam textos, imagens e emojis, alterando de forma dramática a qualidade, intensidade e profundidade dos seus relacionamentos;

• As pessoas estão a casar/juntar menos e cada vez mais tarde, o que diminui, estatisticamente, as oportunidades de intimidade a dois;

Estão os smartphones, o mundo online a afastar-nos de relacionamentos de qualidade e a querer viver apenas a vida dos outros?

Estamos a saber gerir e controlar o efeito de todos estes fatores de mudança no nosso contexto familiar?

Num contexto de menos barreiras do que qualquer outra geração anterior (preconceitos, saúde/doenças, técnicas e métodos acessíveis de prevenção e controlo gravidez, acesso a informação) os milenials decidem, ou são levados a decidir por uma menor prática de sexo. O que os Baby Boomers acham de tudo isto?

A quem souber as respostas a estas e tantas outras questões, direta e indiretamente ligadas a estas alterações, gostaria muito que comentassem.


“Sexo é um presente de Deus, não é um monstro. Que algumas pessoas usem o sexo para ganhar dinheiro ou explorar a outros, é um problema. Mas é necessário ensinar sobre educação sexual, de forma objetiva.“ Papa Francisco na saída da JMJ do Panamá, Janeiro 2019.

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