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O momento é histórico para as marcas. Solidariedade,
inclusão, cooperação ou comunidade são valores que reemergem num mundo em
emergência. Há que ter em conta a importância das emoções para criar relações
com os consumidores perante uma crise que afeta a todos. Será este o caminho a
seguir pelas marcas? Terão agora de demostrar os seus verdadeiros propósitos?
O tema esteve em debate esta manhã, em direto, no Empower
Brands Channel, no YouTube. Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand Corp,
Manuel Faria, ceo da Índigo, e Rita Sambado, fundadora da EUS School of Being,
estiveram à conversa em livestreaming num momento de inspiração e empoderamento
das marcas.
“Para estabelecer relações com os consumidores as marcas
precisam de praticar verdade”. A frase é de Carlos Coelho e iniciou o debate
online “Engaging Brands”, o primeiro Empower Moment, organizado pela Empower
Brands Community. O profissional da área do branding quis salientar que as
mensagens das marcas “precisam de ser mais do que interessantes, devem ter
significado para as pessoas”.
A palavra “engagement” nunca fez tanto sentido nos dias de
hoje, já que é imperativo criar relações, comunidades e sobretudo pensar em
prol de um bem comum. “É impensável que uma empresa continue a atuar sem
pensar nesta contribuição para a sociedade. Mas é importante que esteja
alinhada com a atuação e propósito da própria empresa”, explica Rita Sambado.
Certo é que a mudança veio para ficar e nada voltará a ser como
antes na vida das pessoas, das marcas e das empresas. Mas comunicar com emoção
vai muito além da própria imagem. O som tem a capacidade de nos emocionar,
sobretudo numa altura em que todos estamos mais despertos, com os nossos
sentidos ainda mais apurados. “A visão é um sentido que analisa, é mais racional;
o som é o que ouvimos, o que sentimos”, refere Manuel Faria, ceo da Índigo,
que acredita que a identidade sonora irá ser mais do que nunca determinante
para criar relações fortes com o consumidor.
Marcas com propósito, humanas e capazes de entender as
emoções das pessoas sairão mais fortes no futuro. Mas o consumidor quer mais do
que mensagens “lamechas”. Precisa de sentir que do outro lado há alguém que o
entende e que esteve presente no momento em mais precisou.
“A minha relação com a marca vai ser baseada num contrato
mais real e não numa sedução tão ligeira”, acredita Carlos Coelho. Habituado
a gerir e a comunicar marcas, o presidente da Ivity Brand Corp está convicto
que a partir de agora existirá uma nova linguagem na publicidade que irá seguir
as profundas transformações da sociedade.
A verdade passa a ser um ingrediente mais do que essencial
num mundo que apela pela relevância das marcas e que sabe que serão
fundamentais para fazer face aos desafios do futuro.
“Uma série de marcas e de pessoas continua sem propósito.
Estávamos todos num caminho muito egoísta”, acrescenta Rita Sambado. Talvez
seja por isso que os três oradores concordaram que não querem voltar a viver
num mundo tal como o conhecíamos antes da pandemia da Covid-19.
“Mudar é muito difícil. Se juntarmos a dor à oportunidade
de mudar, nós vamos conseguir mudar tudo. Acredito na dor da mudança e na
rapidez com que se faz a mudança”, refere Carlos Coelho.
A mudança que começa agora e que deve aproveitada pelas
marcas para darem ao mundo um novo sentido de humanidade e esperança. Nós já
estamos a fazer a nossa parte e é por isso que o convidamos a ver esta e outras
conversas aqui no Empower Brands Channel,
no YouTube.
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