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Competências comportamentais, motivação e capacidade de aprendizagem estão a ganhar peso nos processos de recrutamento, segundo a Adecco Portugal, num mercado de trabalho marcado pela transformação tecnológica e pela inteligência artificial.
As empresas estão a alargar os critérios de avaliação nos processos de recrutamento, atribuindo cada vez mais importância ao potencial de evolução dos candidatos, para além da experiência profissional e do currículo. Segundo a Adecco Portugal, competências comportamentais, capacidade de adaptação e motivação assumem um papel crescente nas decisões das organizações.
Esta mudança acompanha a transformação do mercado de trabalho, marcada pela aceleração tecnológica e pela integração da inteligência artificial nas empresas. Embora a experiência profissional continue a ser relevante, características como pensamento crítico, resiliência, liderança e capacidade de aprendizagem ganham importância num contexto em que as funções e os ambientes de trabalho estão em constante evolução.
“Um currículo continua a ser uma peça fundamental numa candidatura, mas já não é suficiente para compreender o potencial de uma pessoa. Hoje, interessa perceber não apenas aquilo que o candidato fez até agora, mas aquilo que é capaz de fazer, aprender e desenvolver no futuro”, afirma Vânia Borges, diretora de Recursos Humanos da Adecco Portugal.
Motivação e presença digital também contam
A forma como os candidatos comunicam as suas competências, demonstram motivação e revelam capacidade de adaptação pode influenciar a decisão final, mesmo quando apresentam percursos profissionais semelhantes, refere a responsável.
A presença profissional online é outra dimensão que ganhou relevância. Um perfil de LinkedIn atualizado e coerente com o currículo pode ajudar os recrutadores a compreender melhor as competências, experiências e interesses profissionais dos candidatos. A preparação para a entrevista e o conhecimento da empresa e da função são igualmente fatores diferenciadores.
Com base na experiência das suas equipas, a Adecco destaca seis dimensões a considerar pelos candidatos: competências comportamentais, capacidade de aprendizagem, motivação, presença profissional online, preparação para a entrevista e potencial de evolução.
Percursos profissionais menos lineares podem ser valorizados
Esta evolução pode também abrir espaço a percursos profissionais menos convencionais, mudanças de setor ou experiências distintas. De acordo com a Adecco, estes percursos podem ser valorizados quando os candidatos demonstram competências transferíveis, capacidade de adaptação e potencial para responder aos desafios da função.
“A experiência continua a contar, mas o potencial, as competências comportamentais e a capacidade de evolução passaram a fazer parte da equação. Para os candidatos, isto significa que preparar uma candidatura já não pode resumir-se a atualizar o currículo”, sublinha Vânia Borges, citada em comunicado.
Neste contexto, a Adecco considera que a avaliação dos candidatos deve ir além do percurso profissional, tendo também em conta a capacidade de aprendizagem, a adaptação à mudança e o contributo que cada pessoa poderá dar às organizações no futuro.
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