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77% dos utilizadores de redes sociais dizem já ter recorrido a ferramentas de IA generativa, enquanto 64,7% consideram que um conteúdo criado por IA é menos credível. Para 95%, esses conteúdos devem estar identificados.
A inteligência artificial já faz parte dos hábitos digitais de uma grande maioria dos portugueses que utilizam redes sociais, mas a confiança nos conteúdos criados por estas ferramentas parece acompanhar o fenómeno com alguma distância.
De acordo com a 16.ª edição do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais”, da Marktest, 77% dos utilizadores de redes sociais dizem já ter utilizado alguma ferramenta de IA generativa, como o ChatGPT, Gemini ou Copilot, lê-se num comunicado enviado às redações.
O estudo analisa pela primeira vez a utilização de inteligência artificial nas redes sociais e revela que quase 40% dos inquiridos recorrem regularmente a estas ferramentas, enquanto 38% afirmam utilizá-las ocasionalmente.
A utilização é mais elevada entre os mais jovens, os residentes na Grande Lisboa e os inquiridos pertencentes às classes socioeconómicas mais altas.
A IA também já está a ser utilizada diretamente na criação de conteúdos para redes sociais. Entre quem recorre habitualmente a estas ferramentas, 22,5% dizem já tê-las utilizado para criar conteúdos destinados a publicar nestas plataformas.
A maioria quer saber quando um conteúdo foi criado por IA
A presença de conteúdos gerados por inteligência artificial também é reconhecida pelos utilizadores. Entre os inquiridos que conhecem ferramentas de IA, mais de dois em cada três acreditam que veem frequentemente conteúdos deste tipo nas redes sociais.
Ainda assim, apenas 41% dizem conseguir identificar esses conteúdos. É na identificação que existe uma das conclusões mais claras do estudo: 95% consideram importante que os conteúdos gerados por IA estejam devidamente identificados como tal.
A questão ganha particular relevância quando está em causa a credibilidade da informação. 64,7% dos inquiridos que conhecem ferramentas de IA consideram que o facto de um conteúdo ter sido criado por inteligência artificial o torna menos credível.
A aceitação varia, contudo, consoante o tipo de conteúdo. Humor, entretenimento e publicidade são as categorias em que os conteúdos gerados por IA são mais facilmente aceites pelos portugueses.
Já conteúdos políticos ou jornalísticos, publicações de figuras públicas e avaliações de produtos encontram maior resistência.
Os resultados do estudo traçam, assim, um cenário em que a utilização da inteligência artificial está já bastante disseminada entre os utilizadores portugueses de redes sociais, mas em que a transparência sobre a origem dos conteúdos continua a ser uma preocupação central.
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