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A combinação entre património arquitetónico, localização e conforto contemporâneo está a tornar estes ativos particularmente procurados por investidores estrangeiros.
Os compradores internacionais estão a reforçar o interesse por imóveis históricos reabilitados em Lisboa, num contexto de valorização do segmento residencial premium.
Em 2025, compradores internacionais investiram 879,5 milhões de euros na aquisição de 1.390 habitações localizadas na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa. Segundo dados da Confidencial Imobiliário citados pela The Agency Portugal, citado em comunicado, o valor médio pago por imóvel aumentou cerca de 10%, passando de 575.600 euros em 2024 para 631.800 euros em 2025.
Entre os imóveis que despertam maior interesse encontram-se os edifícios históricos cuidadosamente reabilitados, sobretudo pela sua capacidade de preservar elementos arquitetónicos originais enquanto incorporam soluções de conforto e qualidade construtiva contemporâneas.
Na experiência da The Agency Portugal, os compradores internacionais que mais procuram este tipo de propriedade são norte-americanos, britânicos, franceses, alemães, neerlandeses e brasileiros. Atualmente, cerca de 80% da carteira de clientes da consultora é composta por estrangeiros.
“Os compradores internacionais procuram imóveis que ofereçam uma experiência de habitação única. Um edifício histórico totalmente recuperado reúne características difíceis de encontrar noutros ativos. Combina identidade e exclusividade, atributos cada vez mais valorizados por quem escolhe Lisboa para viver, investir ou manter uma residência”, afirma Ayres Neto, CEO da The Agency Portugal, citado na nota de imprensa.
A escassez destes imóveis é outro dos fatores que contribui para a sua atratividade. Segundo o responsável, um edifício de época totalmente recuperado é um ativo difícil de replicar, sendo a oferta naturalmente limitada, sobretudo nas zonas mais centrais da capital.
Um exemplo desta tendência é um apartamento situado num edifício de charme totalmente recuperado na Avenida Conde Valbom, numa das zonas abrangidas pela Área de Reabilitação Urbana de Lisboa. O imóvel mantém elementos arquitetónicos originais, combinando-os com acabamentos contemporâneos, áreas generosas e soluções orientadas para o conforto.
Para Ayres Neto, a procura por este tipo de propriedade reflete também uma mudança na própria perceção de luxo no mercado residencial. “Hoje, o luxo está muito associado à autenticidade. Os compradores valorizam casas com identidade, inseridas em edifícios que contam a história da cidade, mas que respondem às exigências atuais em termos de conforto, eficiência e qualidade construtiva”, afirma.
A tendência reforça, assim, a atratividade dos edifícios históricos reabilitados enquanto ativos residenciais premium, particularmente junto de compradores internacionais que procuram em Lisboa uma combinação entre história, exclusividade e qualidade de vida.
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