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Opinião
Lugares Sublimes
1 de fevereiro de 2018
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Lugares Sublimes
Cristina Amaro
Autora | Publisher e Diretora executiva

Cristina Amaro descreve-se, na vida profissional, como uma empresária criativa e empreendedora. Na atitude, como uma pessoa resiliente e otimista. E na vida pessoal, como uma mulher de amor e de sonhos.

O nome (quase) oferece uma promessa. A experiência, mesmo precisando de afinar alguns pormenores, acompanha o que diz ser o Sublime, na Comporta, e a palavra, no dicionário. Tem cerca de 3 anos mas em tão pouco tempo o hotel que nasceu num terreno comprado para casa de férias, soube tirar partido do que tem de mais forte. O lugar, o conceito e a estética. Daí a ser encantador é um passo. Já dado. E já conseguido.

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Deu o salto em poucos meses para receber Harrison Ford. O primeiro cliente das Villas do Sublime, que tem, essencialmente, conquistado clientes americanos e franceses. Na realidade não é difícil conquistar qualquer turista de qualquer uma nacionalidade.

É um facto que acordar no meio de um silencioso pinhal, rodeado de verde, não deixa ninguém indiferente.

Em especial quem gosta de retiros para fugir ao stress das cidades. Se juntarmos a isso a proximidade da praia e toda a envolvente da genuinidade que ainda se encontra na zona, então temos uma fórmula que tem tudo para dar certo.

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A minha experiência começa num fim de tarde, já com a noite a receber o cheiro a lareira que tanto adoro. O fresquinho dos dias de Dezembro que teimam em não receber a chuva, fazem-nos fugir da rua ao cair do dia e a procurar o conforto dos lugares aquecidos.

Se lá tivesse estado no verão, como tantas vezes tentei e a falta de tempo arrastou a visita, a minha primeira experiência teria naturalmente sido outra, com mais praia, talvez...

... mas como adoro lugares que sabem receber o frio, adorei o Sublime nesta altura do ano.

Cresci numa aldeia, numa casa rodeada de pinhal e de vinhas. Sinto ao longe o cheiro dos pinheiros, conheço à légua as bolotas, piso como uma criança a caruma e as folhas de outono espalhadas pelo chão. Romantismos que não são apreciados por todos mas que a mim me transportam para a infância e me levam a encontrar o meu Eu interior de que tantas vezes nos esquecemos com a loucura dos nossos dias... E faz tão bem!

Se há lugares que me inspiram, o Sublime já é um deles.

Olhando para a marca que está a criar, posso claramente afirmar que sabe como se posicionar e como conquistar o mercado. Em menos de 1 ano já era distinguido pela revista Travel+Leisure, pelo The Telegraph e pelo The New York Times como um dos Melhores Novos Hotéis no planeta, um dos Melhores Hotéis de Luxo em Portugal ou como um dos lugares a visitar em 2017.

Sublime Comporta
Sublime Comporta
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Consegui ir antes do ano acabar e comprovar que não há muitos lugares que nos permitem viver a experiência de ver um cabrito e um leitão a assar numa fogueira para servir num jantar mais de 12 horas depois, que nos servem refeições com legumes da sua própria horta (vivi o mesmo na Tailândia, num hotel que ainda hoje recordo com saudades, o Soneva Kiri) e que nos deixam passear no meio do jardim das ervas aromáticas. Já se encontra o conceito, hoje (O Vilalara, no Algarve, já o tem há muitos anos) mas a experiência do Sublime é diferenciadora e cativante porque nos envolve e devolve o que lhe damos...

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O retiro no campo com cheiro a praia, permite-nos andar de cavalo nos areais quase desertos, visitar os arrozais da zona ou fazer piqueniques na lagoa do hotel. Mas é claramente um hotel pensado para ser vivido entre amigos e com amigos que saibam aproveitar todos os cantos e recantos de convívio que se espalham pelos 17 hectares.

O que começou por ser uma brincadeira de 14 quartos, está a tornar-se num projeto muito sério e que este ano já contará com mais de 80.

Seguramente a precisar de mais apoio do Comandante da TAP, Gonçalo Pessoa, que ainda divide a sua paixão pelos aviões com este projeto que agora o puxa mais para terra. Uma terra que está a mostrar ser sustentável, em todos os sentidos. E que nos liga, a nós, à terra. A nossa terra, o nosso país, precisa de projetos destes. Fazem bem à economia nacional. Projetam o nosso nome para novos voos. Elevam a nossa oferta e permitem elevar também a nossa marca país.

Não escondo que me orgulho de ver, em Portugal, o que de melhor se encontra fora de portas.

E em matéria de turismo, temos dado cartas nos últimos tempos. O Sublime é mais um exemplo. Um bom exemplo de uma jovem marca que está a fazer bem o seu caminho e que está focada em trabalhar todos os pormenores que precisa sendo ainda tão recente. Essa humildade e preocupação podem efetivamente faze-la crescer, ser cada vez mais forte. Basta não perder o foco e a identidade que a viu nascer.

Vale a pena vermos nascer marcas em Portugal com ambições internacionais. Que pensam grande e querem ser grandes. Sublimes!

Diria que se pode mesmo tornar numa healthy brand... Irei acompanhar. De perto. Não me arrependerei disso. Seguramente. Venham mais sublimes para Portugal e nós, portugueses, iremos ter uma economia cada vez mais sustentável.

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