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Pesquisa

Um estudo realizado com mais de 1.600 participantes conclui que histórias geradas por inteligência artificial foram consideradas mais envolventes e de maior qualidade do que textos escritos por humanos.
Apesar da resistência à utilização de inteligência artificial na criação literária, os leitores parecem avaliar melhor os conteúdos gerados por IA quando desconhecem a sua origem.
Segundo um artigo publicado pela Fast Company, a conclusão resulta de um estudo da Universidade de Cambridge, realizado junto de 1.682 adultos, que comparou seis histórias curtas: três escritas por autores humanos e três geradas pelo ChatGPT a partir de narrativas humanas semelhantes.
Os participantes foram informados sobre a autoria das histórias, embora essa informação nem sempre correspondesse à realidade. No final, os textos gerados por IA foram considerados, em média, mais envolventes e de maior qualidade do que os escritos por humanos.
O resultado torna-se ainda mais expressivo quando os participantes acreditavam estar a ler um texto escrito por uma pessoa. Nesse cenário, as histórias geradas por IA receberam avaliações ainda mais positivas, sugerindo que a perceção negativa da tecnologia pode estar mais relacionada com a sua origem do que com a qualidade do resultado.
Ainda de acordo com o artigo da Fast Company, Deena Skolnick Weisberg, uma das autoras do estudo, explica que as perceções sobre as capacidades da IA podem estar desatualizadas. A investigadora considera que os textos gerados por estes sistemas podem beneficiar de características como maior clareza e objetividade, enquanto a escrita humana tende a ser mais subtil e complexa.
A investigação não significa, contudo, que a IA possa substituir a criatividade humana. Os autores defendem que a escrita continua a desempenhar um papel enquanto forma de expressão, reflexão e interpretação de experiências pessoais.
O estudo coloca ainda uma questão relevante para o futuro da criação de conteúdos: quando um texto é avaliado sem conhecermos quem o escreveu, será que conseguimos distinguir, ou sequer preferir, aquilo que é humano daquilo que foi criado por uma máquina?
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