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A personagem “Kevin, a Cenoura” assinala, este ano, uma década desde a sua estreia nas campanhas de Natal da Aldi, transformando‑se num verdadeiro ícone festivo e numa das mascotes mais reconhecidas do retalho alimentar.
Criado em 2016 pela agência McCann Manchester como parte de uma estratégia para “tornar o ordinário um pouco mais extraordinário”, Kevin nasceu de uma ideia simples — usar uma cenoura barata como figura central de um anúncio natalício, revela o Marketing Week.
Desde então, o sucesso foi rápido e inesperado. O primeiro anúncio com Kevin gerou um aumento de vendas de 15,1% no mês de dezembro e atraiu cerca de um milhão de novos clientes à Aldi. Já em 2017, a popularidade da mascote era tão grande que os brinquedos da personagem se esgotavam nas lojas — chegando a ser vendidos por valores muito acima do preço original em mercados de revenda.
Ao longo destes dez anos, Kevin protagonizou inúmeras “aventuras” natalícias: já viajou de trenó com o Pai Natal, enfrentou legumes maléficos, salvou o espírito natalício e protagonizou versões divertidas de filmes clássicos como o “Sozinho em Casa”.
A campanha de 2025 marca um novo capítulo: para celebrar o aniversário da mascote, a Aldi lançou uma trilogia de anúncios com um tom mais romântico — Kevin vai pedir a “mão” à sua companheira, a personagem “Katie, a Cenoura” — numa história natalícia inspirada em clássicos festivos.
A estratégia reflete a evolução do personagem de simples “carrinho de compras” a ícone cultural, com forte ligação emocional ao público, refere o meio de comunicação.
Para quem trabalha na publicidade, o êxito de Kevin é um exemplo raro de criação de marca memorável no retalho alimentar: “achei que estávamos a desenvolver algo razoável, mas nunca esperámos que capturasse a imaginação de todos desta forma… havia algo no charme, na inocência, no humor — e foi isso”, afirmou Jamie Peate, da McCann, citada pelo Marketing Week.
Hoje, passados dez anos, “Kevin, a Cenoura” continua a ser visto como “um presente de Natal para a nação”, com a equipa por trás da campanha a assegurar que ainda há “muita imaginação pela frente” para futuras histórias — seja com novos enredos, novos personagens ou até com formatos diferentes.
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