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A DECO PROteste alerta para a necessidade de reforçar a literacia digital e a transparência na publicidade feita por influenciadores digitais.
As redes sociais têm um peso crescente nas decisões de compra dos consumidores mais jovens. De acordo com dados analisados pela DECO PROteste, 88% dos utilizadores entre os 15 e os 24 anos afirmam já ter adquirido produtos ou serviços influenciados por criadores de conteúdos digitais.
A associação destaca que o marketing de influência continua a crescer a nível mundial. Em 2025, este mercado ultrapassou os 28 mil milhões de euros, um crescimento expressivo face aos cerca de 1,5 mil milhões de euros registados em 2015, refletindo o papel cada vez mais relevante dos influenciadores nas estratégias de comunicação das marcas.
Segundo a DECO PROteste, a proximidade que os criadores de conteúdos estabelecem com as suas comunidades faz com que muitas recomendações sejam encaradas como sugestões pessoais, quando, na realidade, correspondem a parcerias comerciais. A associação considera, por isso, essencial que os consumidores consigam identificar de forma clara quando estão perante conteúdos publicitários.
Entre as práticas mais frequentes nas redes sociais, a organização destaca os chamados hauls, vídeos onde são apresentadas grandes quantidades de roupa adquirida a baixo custo, os dupes, que promovem alternativas mais baratas a produtos de marcas conhecidas, e conteúdos associados às tendências sazonais, que incentivam a renovação constante do guarda-roupa e estimulam padrões de consumo de curta duração.
A preocupação é reforçada por uma ação de monitorização realizada a nível europeu, que concluiu que a maioria dos influenciadores analisados publicava conteúdos comerciais, mas apenas uma parte identificava de forma consistente a natureza publicitária dessas publicações.
“A publicidade nas redes sociais não é um problema em si mesma. O desafio surge quando os consumidores, sobretudo os mais jovens, não conseguem identificar claramente que estão perante uma mensagem comercial. A transparência é um direito fundamental dos consumidores e uma condição essencial para decisões de compra informadas”, refere a DECO PROteste, citada em comunicado de imprensa enviado às redações.
A associação lembra ainda que a legislação obriga à identificação dos conteúdos publicitários e proíbe práticas comerciais enganosas ou agressivas, sobretudo quando dirigidas a públicos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes. Defende, por isso, um reforço da literacia digital e recomenda aos consumidores que verifiquem se os conteúdos identificam parcerias comerciais, comparem informação em diferentes fontes, desconfiem de mensagens de urgência e reflitam sobre a real necessidade de compra antes de seguirem recomendações nas redes sociais.
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