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A ICP nasceu em 2001 durante a crise mundial do café, com o objetivo de criar uma produção mais resiliente e melhorar as condições de vida das famílias produtoras.
A International Coffee Partners (ICP), constituída pela Delta Cafés (Portugal), Franck (Croácia), Joh. Johannson Kaffe (Noruega), Lavazza (Itália), Löfbergs (Suécia), Neumann Kaffee Gruppe (Alemanha) e Tchibo (Alemanha), celebra este ano o seu 25.º aniversário, destacando um investimento acumulado de 25 milhões de euros em projetos de apoio a pequenos produtores de café em todo o mundo.
Ao longo de um quarto de século, a ICP tem desenvolvido projetos baseados nas necessidades reais dos agricultores, promovendo práticas agrícolas sustentáveis, diversificação de culturas, resiliência climática e igualdade de género. Mais de 125.700 famílias participaram em iniciativas da ICP em 13 países produtores, enquanto 2.700 organizações de agricultores foram apoiadas com formação e acesso a mercados competitivos.
“Tornar a produção de café mais resiliente e assegurar um futuro próspero para as famílias e comunidades produtoras são desafios que exigem trabalho conjunto. Ao juntar conhecimento e recursos, conseguimos ir mais longe e gerar um impacto duradouro”, afirma Rui Miguel Nabeiro, Presidente da ICP, citado em comunicado de imprensa.
O projeto também dá especial atenção ao envolvimento de jovens e mulheres. Em 2025, 22% dos participantes em formações eram jovens entre 18 e 35 anos e 45% eram mulheres, promovendo a participação ativa na tomada de decisões nas comunidades produtoras.
Segundo Michael R. Neumann, cofundador da ICP, “é impressionante constatar que a abordagem empreendedora e ética deu frutos ao longo de 25 anos”, acrescentando que “este percurso demonstra como esforços consistentes e colaborativos podem conduzir a uma mudança holística significativa, em benefício das comunidades de pequenos produtores em África e outros países”.
A atuação da ICP é implementada pela Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), presente em Brasil, Etiópia, Honduras, Indonésia, Tanzânia e Uganda. Em cada país, os projetos integram cadeias de valor completas, aproximando produtores, cooperativas e empresas exportadoras, enquanto reforçam a qualidade do café local e a sustentabilidade das explorações familiares.
“Na Indonésia, por exemplo, passámos de um mercado com café de qualidade inconsistente e poucos compradores diretos, para um ecossistema robusto em que cooperativas se inserem em cadeias de fornecimento direto”, explica Arman Ginting, Co-Country Director da HRNS Indonésia.
Mesmo diante do aumento dos custos de produção e dos efeitos das alterações climáticas, a ICP mantém uma abordagem de longo prazo, garantindo apoio contínuo às famílias agricultoras e promovendo a transformação sustentável do setor do café.
“Ao partilhar experiências e conhecimento com as famílias agricultoras e outros intervenientes do setor, demonstramos o que pode ser alcançado quando os problemas das comunidades de café são enfrentados em conjunto e de forma pré-competitiva”, conclui Rui Miguel Nabeiro.
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