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O The Branding & Business Summit juntou duas visões complementares sobre o que significa construir uma marca: primeiro através do design e da identidade simbólica, depois pela criação de comunidade e pertença no setor cultural, num debate sobre como as marcas se tornam relevantes quando conseguem ligar estratégia e emoção.
A talk “Inside the Brand” trouxe ao palco a visão de Paula Sousa sobre a construção de marca através do design estratégico e da identidade simbólica, recorrendo ao caso das marcas Munna e Ginger & Jagger, das quais é fundadora, como exemplos de desenvolvimento e internacionalização no setor do design de luxo.
Ao longo da apresentação, foi sublinhado que a construção de marca parte de uma base conceptual forte, onde o design, a narrativa e o posicionamento simbólico surgem antes, muitas vezes, do próprio produto.
Neste contexto, destacou-se a importância do alinhamento estratégico desde a origem, defendendo-se que criar uma marca não é apenas desenvolver um produto, mas definir um código simbólico e garantir coerência em toda a sua expressão.
A intervenção reforçou ainda que a expansão das marcas está diretamente ligada à consistência dessa base conceptual, permitindo que projetos de design consigam ganhar escala e reconhecimento em mercados internacionais. Mais do que um exercício estético, foi destacada a dimensão estratégica do design enquanto ferramenta central para a construção de marcas com identidade forte e capacidade de crescimento sustentável.
Na sequência desta intervenção, seguiu-se a talk “Orquestrar o Sucesso”, dedicada à construção de marca no setor da cultura, com Nuno de Sá, Maestro, Compositor e Criador da Lisbon Film Orchestra, que partilhou a sua experiência na criação de uma marca cultural de grande escala.
O maestro começou por sublinhar a importância de acreditar na concretização de projetos mesmo perante o ceticismo inicial. “Quantos não adiam os seus sonhos porque não são capazes de os concretizar ou acham que não é o momento certo”, referiu, lembrando que “as melhores coisas que temos começam imperfeitas”.
Apesar das dúvidas iniciais sobre a adesão do público português à música clássica, a Lisbon Film Orchestra evoluiu de uma sala com 800 lugares para atuações no MEO Arena, com cerca de 8.000 espectadores.
Segundo Nuno de Sá, o principal desafio não esteve na venda de bilhetes, mas sim na criação de ligação emocional com o público. “Criar ligação, criar pertença, era o maior desafio”, explicou, acrescentando que mais difícil do que atrair público é fazê-lo regressar.
O maestro destacou ainda que “os clientes compram comunidade” e que o verdadeiro valor da marca está na relação construída com quem acompanha o projeto desde o início. “Quem está connosco desde o início faz parte de nós”, concluiu, sublinhando que a criação de uma marca cultural é, acima de tudo, um processo de construção de pertença.
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