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A Inteligência Artificial está a transformar a progressão profissional da Geração Z, permitindo que os profissionais mais jovens desenvolvam competências e acedam a cargos de liderança mais cedo. A conclusão é de um estudo da International Workplace Group (IWG), que revela que 82% dos líderes seniores consideram que a IA está a acelerar a progressão dos profissionais mais jovens.
De acordo com o relatório "Z-Suite Report: How a New Generation is Evolving the Boardroom", quatro em cada cinco líderes seniores (80%) acreditam que a Geração Z está a chegar a posições de liderança mais cedo do que as gerações anteriores. Além disso, 92% afirmam que estariam disponíveis para nomear um profissional desta geração para um cargo de liderança sénior, reconhecendo o valor da sua fluência digital para as organizações.
A perceção é acompanhada pelos próprios jovens profissionais. Segundo o estudo, 95% dos inquiridos entre os 21 e os 29 anos acreditam que poderão alcançar uma posição de liderança sénior antes dos 30 anos. Oito em cada dez jovens líderes afirmam ainda que a IA lhes dá acesso a conhecimentos que, anteriormente, exigiriam vários anos de experiência, enquanto 79% consideram que estas ferramentas lhes permitem desempenhar tarefas acima do nível de responsabilidade habitualmente associado à sua função.
A tecnologia parece também contribuir para a confiança e a capacidade estratégica dos profissionais mais jovens. Cerca de 78% afirmam que a IA aumentou a sua confiança para assumir responsabilidades de liderança, 79% consideram que lhes permite contribuir de forma mais estratégica para as organizações e 86% acreditam estar a progredir profissionalmente mais depressa do que as gerações anteriores.
Em Portugal, a utilização destas ferramentas e a presença da Geração Z em funções de gestão começam também a ganhar expressão. Segundo o Gen Z and Millennial Survey 2025, da Deloitte, 54% dos profissionais portugueses desta geração afirmaram utilizar IA generativa no trabalho diário e 72% consideraram que a tecnologia melhorou a sua produtividade. Já os resultados portugueses do estudo de 2026 indicam que 31% dos profissionais inquiridos desta geração já gerem ou supervisionam equipas ou desempenham funções executivas. Apesar de 63% demonstrarem interesse em assumir uma posição de liderança ao longo da carreira, apenas 6% apontam esse objetivo como a sua principal ambição profissional.
Para Christian Schmitz, CEO da International Workplace Group, o desafio das empresas passa por reconhecer precocemente o potencial dos profissionais e criar condições para o seu desenvolvimento. O responsável salienta que, embora a IA acelere a aquisição de competências, as organizações continuam a precisar de uma cultura adequada, oportunidades e apoio para que os jovens líderes possam tomar melhores decisões e gerar valor.
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