
Newsletter
Pesquisa

O último ano trouxe mudanças significativas a nível tecnológico. A Inteligência Artificial (IA) foi o assunto dominante em diversas áreas, com o ChatGPT a ganhar grande protagonismo. E agora, o que nos espera 2024?
A Internet vai tornar-se mais confusa
De acordo com o futurista e autor Daniel Burrus, a ascensão de deepfakes – vídeos, imagens ou áudio gerados por Inteligência Artificial – tornou a fronteira entre a verdade e o falso mais ténue do que nunca. Numa entrevista ao The Drum, Daniel explica que a sociedade está prestes a viver “uma crise de confiança global”, em que acredita “estar apenas no início devido ao rumo que estamos a tomar com a IA”.
Mais esforços para rotular conteúdos gerados por IA
Recentemente, o The New York Times, um dos maiores jornais dos EUA, processou a OpenAi e a Microsoft por violação dos direitos autorais. A ação judicial alega que as empresas utilizaram artigos do jornal para treinar modelos de IA, prejudicando a sua receita e a relação com os leitores. Este parece ser um dos muitos exemplos a que iremos assistir ao longo de 2024. Com as fronteiras da realidade e do virtual a esfumarem-se, é provável que sejam lançadas novas metodologias destinadas a distinguir o verdadeiro do falso, assim como criar ferramentas que evitem a utilização de conteúdos de autor em plataformas de IA sem autorização prévia. Em breve, poderemos ver ainda uma espécie de “verificação de confiança” baseada em blockchain usada em imagens, vídeo e áudio, mas também em citações usadas em artigos de notícias.
O futuro pós-smartphone está a aquecer
Durante a Fashion Week em Paris, foram vistas várias modelos com um dispositivo estranho e quadrado fixado à roupa por baixo do ombro esquerdo. Chama-se Ai Pin e foi desenvolvido por uma empresa intitulada Humane. Está a ser comercializado como o futuro dos smartphones e dos dispositivos tecnológicos portáteis, como o Apple Watch. A futurista Cathy Hackle acredita que a era das tecnologias vestíveis pode estar a chegar muito em breve.
Marketing Espacial
A SpacEx de Elon Musk e a Blue Origin de Jeff Bezos têm trabalhado arduamente para atingir o seu objetivo de tornar a humanidade numa espécie multiplanetária. Musk deu a entender que um voo tripulado da SpacEx para Marte poderia acontecer já em 2029. A Blue Origin tem enviado astronautas não profissionais para o espaço desde o verão de 2021. À medida que a indústria espacial privada cresce, atraindo inicialmente clientes milionários, é provável que alguns anunciantes queiram descolar em direção ao marketing espacial. “Veremos toda a gente, desde marcas de beleza a marcas de hotelaria, a começar a olhar para o cosmos como forma de ter impacto de marketing”, acredita o futurista Hackl.
Será o fim das “agências digitais”?
As agências focadas no digital têm-se definido como especialistas que ajudam os profissionais de marketing a navegar num mundo complexo do online. Mas, de acordo com analista principal da Forrester, Jay Pattisall, este tipo particular de especialização das agências tem tendência para se tornar redundante e desaparecer. “À medida que a IA generativa molda experiências mais conversacionais e personalizadas, isto irá efetivamente reformular todo o marketing como “marketing digital”, o que significa que haverá pouco espaço e necessidade de agências especializadas em digital”, explica o profissional da empresa de estudos de mercado.
Artigos Relacionados
fechar

O melhor do jornalismo especializado levado até si. Acompanhe as notícias do mundo das marcas que ditam as tendências do dia-a-dia.
Fique a par das iniciativas da nossa comunidade: eventos, formações e as séries do nosso canal oficial, o Brands Channel.