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Os dados fazem parte do estudo “The Art of Hosting”, da AEG, que analisou a evolução dos hábitos de receber em casa, as expectativas em relação à tecnologia e aquilo que os convidados valorizam quando comem em casa de outras pessoas.
Receber amigos e família em casa parece estar a tornar-se menos formal em Portugal. 51% dos portugueses consideram que a forma de receber mudou nos últimos anos, com refeições mais descontraídas, maior atenção ao ambiente e uma preocupação crescente com a experiência para além da comida.
Entre os portugueses que reconhecem mudanças na forma de receber, 35% apontam uma maior informalidade, com refeições simples e pratos para partilhar em vez de uma sequência mais tradicional de entradas e pratos principais. Outros 28% consideram que receber se tornou mais pessoal, enquanto 19% destacam uma maior atenção à criação de um ambiente memorável, através da música, iluminação ou decoração, lê-se num comunicado enviado às redações.
A simplicidade também parece ganhar peso à mesa. Quando questionados sobre o que prefeririam encontrar numa refeição em casa de outra pessoa, 50% dos portugueses escolheriam uma refeição simples, de que todos gostassem, sem complicações. A percentagem fica acima dos 41% registados no conjunto dos mercados europeus estudados.
Já uma proposta inesperada ou criativa seria a primeira escolha de 11% dos participantes portugueses.
A IA também entra na cozinha
É na preparação da refeição que a inteligência artificial começa a ganhar espaço. 70% dos portugueses aceitariam receber ajuda da IA em pelo menos uma tarefa culinária quando cozinham para convidados.
Entre as utilizações mais valorizadas estão a escolha da receita, apontada por 23%, a prevenção de erros durante a confeção, por 22%, e a coordenação dos tempos necessários para preparar vários pratos, referida por 19%.
Outros 16% gostariam de recorrer à IA para experimentar cozinhas de outras culturas com maior confiança.
Os dados dizem respeito à disponibilidade dos participantes para receber este tipo de apoio e não significam que já utilizem inteligência artificial na cozinha.
A tecnologia surge, assim, sobretudo como uma ferramenta para reduzir a pressão associada à preparação de uma refeição. Entre os fatores que poderiam dar maior confiança para experimentar, 45% dos portugueses apontam receitas fáceis de seguir e 21% valorizam orientações passo a passo durante a confeção.
Os equipamentos inteligentes também entram nesta equação: 19% consideram que eletrodomésticos de cozinha mais inteligentes poderiam ajudá-los a obter melhores resultados e a ganhar confiança para experimentar. Entre a Geração Z, a percentagem sobe para 27%.
Uma forma diferente de receber pode estar a caminho
As mudanças não se ficam pelo presente. Quando pensam nos próximos cinco anos, 21% dos portugueses antecipam uma forma de receber mais pessoal e experimental, acima dos 17% registados no conjunto dos mercados europeus analisados.
Já 12% identificam um maior apoio da inteligência artificial e da tecnologia inteligente como uma das principais mudanças que poderão marcar estes encontros.
Os resultados do estudo apontam, assim, para uma transformação que combina dois movimentos: refeições potencialmente mais descontraídas e pessoais e uma maior abertura a ferramentas tecnológicas que possam tratar da parte mais prática da cozinha, deixando aos anfitriões mais espaço para se concentrarem nos convidados.
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