“Gosto mais da criatividade fundadora”: Pedro Janela e o valor da criatividade na era da IA

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“Gosto mais da criatividade fundadora”: Pedro Janela e o valor da criatividade na era da IA
23 de Abril de 2026
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A talk “Thriving in the Intelligent Economy” trouxe ao palco do The Branding & Business Summit Pedro Janela, Fundador e Working Chairman WYgroup, que defendeu que a Inteligência Artificial está a transformar profundamente a forma como as empresas operam, mas não substitui aquilo que, na sua visão, continua a ser o verdadeiro fator diferenciador das marcas: a criatividade.


“O que a IA vai fazer é tornar 99% dos gestores espetaculares a fazer o que já foi feito. E o outro 1% irresistível”, afirmou, sublinhando que o valor das marcas não está na repetição ou na eficiência, mas na capacidade de criar o que ainda não existe.


Nesse contexto, Pedro Janela reforçou a importância de uma criatividade original e fundadora no processo de construção de marcas. “Gosto mais da criatividade fundadora”, afirmou, destacando a necessidade de regressar ao pensamento criativo como ponto de partida estratégico e não apenas como execução.


Ao longo da sua intervenção, o responsável sublinhou ainda que qualquer marca que não consiga gerar efeitos de rede dificilmente consegue escalar ou manter relevância. “Qualquer marca que não tenha efeitos de rede não funciona”, referiu, destacando o papel das comunidades e da interação contínua com os consumidores na economia digital.


Num enquadramento mais amplo sobre a evolução tecnológica, defendeu que a economia digital evolui em ciclos de destruição e criação. “A economia expande — sempre que uma tecnologia destrói empregos, surge outra muito mais forte”, afirmou, sublinhando a natureza estrutural da inovação.


A Inteligência Artificial foi apresentada como um acelerador dessa transformação, sobretudo na automatização do que já existe. Ainda assim, Pedro Janela defendeu que o seu impacto mais relevante será libertar espaço para a criatividade humana e para a diferenciação estratégica.


Neste contexto, sublinhou que o verdadeiro desafio para as marcas não está na eficiência operacional, mas na capacidade de inovação contínua e na criação de significado. A criatividade, reforçou, permanece como o único verdadeiro diferencial sustentável num mercado cada vez mais homogéneo.


A intervenção deixou ainda o desafio de repensar o papel das marcas num ecossistema onde a tecnologia democratiza a execução, mas não substitui a capacidade de imaginar o novo. 

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