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A Google Quantum AI anunciou um marco histórico na computação quântica: pela primeira vez, um computador quântico executou com sucesso um algoritmo verificável que supera as capacidades dos supercomputadores clássicos.
O algoritmo, chamado Ecos Quânticos (Quantum Echoes), foi testado no chip quântico Willow e representa um passo fundamental rumo a aplicações práticas da tecnologia quântica.
Segundo a empresa, em comunicado enviado às redações, este avanço culmina décadas de pesquisa e seis anos de desenvolvimento acelerado em hardware e software. Com o Ecos Quânticos, os computadores quânticos podem resolver problemas complexos de forma confiável, repetível e verificável, abrindo caminho para aplicações em áreas como química, ciência dos materiais e descoberta de medicamentos.
O algoritmo demonstra uma vantagem quântica significativa, executando tarefas 13.000 vezes mais rápido do que os melhores algoritmos clássicos em supercomputadores, e permite verificação independente por outros computadores quânticos. Além disso, tem potencial para medir estruturas moleculares em moléculas reais, oferecendo novas ferramentas para a investigação científica.
A Google realça que o avanço foi acompanhado por um red-teaming rigoroso, equivalente a 10 anos-homem, para validar o desempenho do Willow face aos supercomputadores mais rápidos do mundo. O algoritmo Ecos Quânticos consegue explicar interações entre átomos usando ressonância magnética nuclear (RMN), técnica central em química e ciência de materiais, com aplicações que podem incluir o design de novos fármacos, catalisadores, polímeros e componentes de baterias.
Michel Devoret, vencedor do Prémio Nobel de 2025, sublinha que os fundamentos dos qubits supercondutores utilizados hoje na computação quântica foram estabelecidos há 40 anos e que a Google, desde 2013, tem sido pioneira na escalabilidade desta tecnologia. De acordo com a empresa, o desenvolvimento de hardware e software no chip Willow abre caminho para aplicações do mundo real dentro dos próximos cinco anos.
A Google conclui que, à medida que progride rumo a computadores quânticos de grande escala com correção de erros, surgirão novas aplicações práticas e disruptivas, consolidando o papel da computação quântica na inovação científica e tecnológica.
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