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O desempenho português foi sustentado, sobretudo, pelos mercados europeus, que cresceram 3,3%, atingindo 1.420 milhões de euros, enquanto o mercado norte-americano registou uma quebra de 12,3%, para 84 milhões de euros.
Num contexto global marcado por instabilidade económica e comercial, a indústria portuguesa de calçado terminou 2025 em terreno positivo, contrariando a tendência observada nos principais produtores mundiais.
Segundo dados do INE, Portugal exportou 68 milhões de pares de calçado, no valor de 1.718 milhões de euros, registando um crescimento de 0,8% face ao ano anterior. Em contraste, a Itália reduziu as exportações em 1%, Espanha em 3%, a China em 11%, a Turquia em 13% e o Brasil cerca de 2%.
Para Paulo Gonçalves, Diretor Executivo da APICCAPS, citado num comunicado enviado às redações, “os resultados evidenciam a capacidade de adaptação e a competitividade da indústria portuguesa de calçado num contexto internacional particularmente difícil”.
O responsável sublinha que “o setor enfrenta um cenário global marcado por crescente incerteza e volatilidade comercial, com os mercados de referência, como a Alemanha e a França, a revelarem sinais de recuperação lenta e moderada, ao mesmo tempo que persiste um quadro de forte instabilidade nos Estados Unidos”.
Paulo Gonçalves destaca ainda que “estes resultados confirmam a importância da aposta da indústria portuguesa nos segmentos de maior valor acrescentado, privilegiando qualidade, design, inovação e rapidez de resposta aos mercados”, acrescentando que a manutenção da competitividade internacional exige “um esforço contínuo de modernização, investimento e adaptação às novas dinâmicas do comércio global”.
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