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De acordo com o estudo “Conectividade Segura: o novo pilar estratégico da defesa europeia”, a segurança europeia é hoje “indissociável da segurança da sua conectividade”, sublinhando a necessidade de acelerar o investimento em infraestruturas digitais críticas e de adotar políticas públicas orientadas para a inovação.
Um relatório divulgado pela Vodafone defende que a segurança digital das redes de comunicações deve ser integrada nas estratégias de defesa e resiliência da Europa, alertando para os riscos de tratar a conectividade apenas como um serviço de baixo custo.
O estudo, divulgado num comunicado de imprensa enviado às redações, identifica a dependência crescente de serviços essenciais — como hospitais, redes energéticas, transportes, cadeias logísticas, mercados financeiros e sistemas de comando e controlo da defesa nacional — em relação a uma conectividade digital resiliente. Segundo a Vodafone, a interrupção ou comprometimento destas redes pode ter impactos que ultrapassam um único setor, colocando em risco a estabilidade económica e a prontidão em matéria de defesa.
O documento alerta ainda para o facto de a conectividade continuar a ser encarada, em muitas políticas públicas, como um produto comercial e não como um ativo estratégico de segurança. Esta abordagem, refere o relatório, tem contribuído para atrasos no investimento e para uma coordenação limitada em situações de crise, com responsabilidades fragmentadas entre autoridades civis e militares.
Joakim Reiter, diretor de Relações Externas do Grupo Vodafone, afirma que “a segurança europeia é agora indissociável da segurança da sua conectividade”, acrescentando que tratar a conectividade como “um serviço básico e de baixo custo” expõe “cidadãos, instituições democráticas e aliados a riscos cada vez maiores”. Segundo o responsável, responder a estes desafios exige “um quadro favorável ao investimento e à inovação, assente em políticas coerentes e consistentes em toda a Europa”.
O estudo recorre ao conflito na Ucrânia como exemplo da forma como a conectividade pode ser colocada sob pressão em contexto de guerra, destacando que redes digitais resilientes se assumem como ativos estratégicos tanto na defesa como no combate a ameaças híbridas e à guerra digital.
Para reforçar o papel da conectividade na segurança e prosperidade europeias, a Vodafone apresenta cinco recomendações, entre as quais o reconhecimento formal da conectividade segura como ativo estratégico, o reforço da colaboração entre governos, operadores e aliados, o incentivo ao investimento em infraestruturas digitais críticas, o desenvolvimento de parcerias com aliados de confiança e o investimento na literacia digital e no combate à desinformação.
De acordo com a Vodafone, a adoção destas medidas permitirá à Europa tirar partido das suas redes digitais para reforçar a resiliência, apoiar aliados e proteger a segurança e prosperidade dos cidadãos.
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