Estar online não basta. Jovens querem comunicação política mais clara e credível

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Estar online não basta. Jovens querem comunicação política mais clara e credível
12 de Janeiro de 2026
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A comunicação política dirigida aos jovens exige hoje mais do que uma presença constante nas redes sociais.


Um estudo realizado pelo IPAM Porto conclui que a qualidade das mensagens — nomeadamente a clareza, a consistência e a transparência — é determinante para o envolvimento cívico dos jovens eleitores, superando a simples visibilidade digital de partidos e candidatos.


A investigação analisou a relação entre comunicação política digital e participação cívica junto de jovens entre os 18 e os 24 anos, com dados recolhidos em 2024 e replicados em 2025, em períodos próximos de atos eleitorais. Segundo o estudo, 67,2% dos jovens considera a informação política digital essencial para o seu envolvimento cívico. No entanto, apenas 27,6% afirma confiar na informação política que circula nas plataformas digitais, evidenciando um desfasamento entre exposição e credibilidade.


A perceção de desinformação é generalizada entre os inquiridos. Mais de metade (58,5%) reconhece que as plataformas digitais contribuem para a disseminação de conteúdos pouco credíveis. Ainda assim, esta consciência não se traduz num afastamento da política. Pelo contrário, o IPAM Porto observa uma “maturidade crítica crescente” entre os jovens, que distinguem cada vez mais entre estar exposto à comunicação política e sentir-se efetivamente mobilizado.


A clareza na comunicação dos programas eleitorais surge como um dos fatores mais frágeis. Apenas 35% dos jovens considera que os partidos comunicam os seus programas de forma clara. No entanto, dentro deste grupo, verifica-se um aumento significativo da confiança na informação política, reforçando a ligação entre mensagens bem estruturadas e maior envolvimento cívico.


A transparência é outro elemento-chave identificado pelo estudo. Mais de metade dos jovens (51,1%) concorda que a comunicação política digital contribui para aumentar a transparência, estando esta perceção associada a níveis mais elevados de interesse e participação política, tanto em 2024 como em 2025, o que aponta para uma tendência consistente ao longo do tempo.


Apesar da postura crítica face à comunicação digital, os dados revelam uma elevada predisposição para a participação eleitoral: 88,9% dos jovens inquiridos afirma ter votado nas últimas eleições legislativas. Para os autores, este resultado contraria a ideia de apatia juvenil frequentemente associada a este segmento.


Em comunicado enviado às redações, Catarina Domingos, professora do IPAM e uma das autoras do estudo, sublinha que, “num contexto de aproximação das eleições presidenciais, o principal risco para candidatos e partidos não é a ausência nas redes sociais, mas uma presença pouco esclarecedora”. A docente acrescenta que “estratégias centradas apenas no volume de conteúdos ou na multiplicação de plataformas tendem a ter efeitos limitados junto de um eleitorado jovem atento, informado e exigente”, defendendo que “não basta estar online: é decisivo comunicar com clareza, consistência e transparência”.


De notar que o estudo foi desenvolvido pelo IPAM Porto com base em inquéritos aplicados a 323 jovens entre os 18 e os 24 anos. Os dados foram recolhidos em 2024 e novamente em 2025, em momentos próximos de atos eleitorais, permitindo analisar a evolução das perceções dos jovens em contextos reais de comunicação política digital. As percentagens apresentadas referem-se às respostas de 2025 e correspondem à soma das opções “Concordo” e “Concordo totalmente”, numa escala de 1 a 5.

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