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A gestão de talento foi o tema central no painel “Talento” do The Branding & Business Summit, num debate sobre os desafios das organizações na atração, desenvolvimento e retenção de pessoas num mercado de trabalho em profunda transformação.
O painel contou com Carla Marques, CEO da Intelcia, Chitra Stern, Founder & CEO do Martinhal Family Hotels & Resorts, e Ilda Ventura, Senior Vice President da Hovione, e foi moderado por Maria José Martins, diretora criativa de conteúdos do Brands Channel, que enquadrou a discussão na necessidade de alinhar propósito, cultura e competitividade.
Novas exigências na relação entre empresas e talento
Carla Marques destacou que a relação entre colaboradores e organizações mudou de forma estrutural nos últimos anos, exigindo novas abordagens de liderança e gestão.
“A relação entre os colaboradores e o empregador mudou radicalmente”, afirmou, sublinhando que os profissionais valorizam hoje lideranças mais próximas, empáticas e ambientes colaborativos.
A responsável da Intelcia destacou ainda a crescente importância da aprendizagem contínua. “Pedem que a empresa seja uma escola, com oportunidade de ensinamento”, referiu, alertando que a adaptação é decisiva para a sobrevivência das organizações: “Empresas que não se adaptam não vão prosperar no mercado”.
Carla Marques sublinhou também que a retenção é tão importante quanto a atração de talento. “Atrair é importante, mas reter é fundamental”, disse, acrescentando que “lideranças fortes fazem reter pessoas”.
Cultura, experiência e condições de vida como fatores de retenção
Chitra Stern destacou a importância de uma visão mais ampla da experiência do colaborador, defendendo que a cultura organizacional deve integrar dimensões profissionais e pessoais.
Segundo a responsável do Martinhal Family Hotels & Resorts, as empresas devem considerar fatores como condições de vida, integração e desenvolvimento contínuo. “Para atrair talento, temos de pensar em alojamento para os empregados, oportunidades dentro das empresas, upskilling e em dar experiência e confiança”, afirmou.
A empresária sublinhou ainda a importância da proximidade na gestão de pessoas: “É preciso sentar e falar com as pessoas, temos de dar formação com qualidade”, reforçando o papel da qualificação contínua como elemento central da retenção.
Talento global e propósito como âncora organizacional
Já Ilda Ventura destacou a dimensão global da gestão de talento e os desafios associados à retenção de competências altamente especializadas.
A responsável da Hovione referiu que a empresa, com presença internacional e várias décadas de atividade, tem desenvolvido esforços consistentes para atrair e fixar talento em Portugal. “Temos feito um grande esforço para que o talento fique em Portugal”, afirmou, acrescentando que a organização tem implementado programas específicos de atração e desenvolvimento.
Ilda Ventura sublinhou ainda o papel da cultura organizacional como elemento de coesão, destacando o lema da empresa — “In it for Life” — como expressão do seu propósito. Esse princípio, explicou, ajuda cada colaborador a compreender o impacto do seu trabalho na melhoria da saúde global.
Talento como ativo estratégico
Num contexto de transformação acelerada, painel convergiu na ideia de que a gestão de talento deixou de ser uma função operacional para assumir um papel estratégico central nas organizações, assumindo que as empresas são chamadas a reforçar a sua capacidade de atração, retenção e desenvolvimento de pessoas, tornando a cultura, o propósito e a liderança fatores decisivos para a sua competitividade e sustentabilidade.
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