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É revolucionário e tem coragem para ler?
27 de abril de 2018
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É revolucionário e tem coragem para ler?
Vanda Jorge
Diretora de Conteúdos Editoriais

Estudou Comunicação social no ISCSP. Vive da curiosidade. City & Trend Hunter.
Coleciona viagens, conversas, documentários, livros, revistas e experiências.

“Who Made My Clothes?” é o nome do filme lançado pelo movimento #FashionRevolution, produzido pela agência Futerra, focada na sustentabilidade, e realizado por MJ Delaney. É lançado em plena semana da Fashion Revolution, que decorre de 23 a 29 abril, em que a organização traz de volta a reflexão sobre a indústria da moda recordando que há “milhões de pessoas que fazem as nossas roupas. Muitas vivem na pobreza, exploradas e em perigo”.


Com uma única questão – Quem produz a minha roupa? – a organização não governamental diz que podemos mudar a realidade, exigindo uma indústria mais justa, segura e transparente, dando aos consumidores o #whomademyclothes para o usarem na interação com as marcas.


O filme mostra-nos trabalhadores de fábricas de todo o mundo que, em diferentes idiomas, colocam a mesma questão e quer levar-nos também a nós, consumidores, a refletir sobre a complexa cadeia de produção de uma peça de roupa.

Em entrevista à Dazed, a realizadora explica que “se trata de reexaminarmos a nossa relação com as tendências. Estamos rodeados por média que nos dizem que a cada estação devemos comprar todo um novo guarda roupa mas, para muitos de nós, não faz sentido por questões éticas”, acrescentando que é preciso pensar quanto custa seguir as tendências e que temos de ter um consumo mais consciente. “Comprar qualidade, comprar menos. Trata-se da compra inteligente” acrescenta a jovem realizadora que em 2016 foi responsável pelo remake do vídeo das Spice Girls “Wannabee”, desta vez dentro da missão das Nações Unidas.


O tema volta aos destaques nos média, mas também nas redes sociais, no momento em que se assinala o 5º aniversário do colapso da fábrica Rana Plaza no Bangladesh, em que morreram 1 138 pessoas e muitas outras ficaram feridas. Alguma coisa mudou desde 2013? Algumas respostas são apontadas no mais recente relatório sobre transparência que o movimento Fashion Revolution acaba de publicar.


“A transparência é como a água”


Se para Gabriel Garcia Marqués “A luz é como a água”, Carry Somers, fundadora do Fashion Revolution, inspira-se no escritor para logo nas primeiras linhas dizer que a transparência é como a água. Apesar de o caminho ser longo “não se enganem, não há volta atrás, o rio da transparência vai transformar-se numa inundação e, quando esse tempo chegar, as marcas que tiverem nas suas ferramentas a transparência são aquelas que vão conseguir navegar numa nova direção e sobreviver. Acrescenta “transparência é poder”.



52 novas marcas juntaram-se ao movimento, o que é já por si um sinal positivo e entre as que mais progrediram na sua política de transparência está a The North Face (+22%), a Timberland (+22%), a Wrangler (+22%), a C&A (+19) e a ASOS (+18%). Mas o caminho é longo se tivermos em conta que face ao relatório do ano passado, em conjunto, as marcas cresceram apenas 21%,ou seja, 1% mais que em 2017.


“A transparência é talvez de longe a inovação mais disruptiva a sair das redes sociais” Paul Gillin, jornalista especialista em tecnologia.


Talvez seja esse um dos motivos, entre tantos outros, do sucesso da página de instagram Diet Prada que, de anónima, passou a ser uma conta de culto na indústria, ao expor com ousadia as imitações no mundo da moda.



Aos poucos a indústria está a mudar. À revolução #whomademyclothes, somam-se outras como a Climate Revolution de Vivienne Westwood, que ao seu estilo punk juntou, há anos, o emblema da sustentabilidade.



E a marca brasileira Osklen diz-nos esta semana, na apresentação da sua coleção mais sustentável de sempre, que é ASAP. Não "as soon as possible" como sugere a expressão, mas “as sustainable as possible", 40% de toda a produção foi desenvolvida com e-fabrics, tecidos feitos com matérias-primas e mão-de-obra sustentáveis.

Mas mais do que uma coleção é também um manifesto sobre a urgência de se adotarem comportamentos mais sustentáveis.

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