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A opinião de Pedro Matias
É a Inovação “mestiça”?
2 de agosto de 2019
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É a Inovação “mestiça”?

Inovar, Inovar, Inovar…, esta tem sido a palavra de ordem nas últimas décadas desde que os manuais de Economia e de Gestão associaram a palavra “inovação” ao léxico dos países desenvolvidos e das economias mais dinâmicas e competitivas.

É certo que sempre se inovou. Não apenas nas sociedades modernas, mas ao longo da vida humana, mas, de facto, a meio do Século XX esta palavra começou a ganhar outra dimensão e outra centralidade sobretudo na atividade empresarial.

Dos primórdios de Schumpeter, depois com Peter Drucker, do famoso Manual de Oslo e de Frascatti, passando pelo Livro Verde da Inovação da Comissão Europeia ou até das grandes discussões na OCDE em torno das Knowledge-based Economies… muitos foram os momentos marcantes dos últimos anos.

Do modelo de inovação linear passou-se ao modelo de inovação em cadeia, depois ao modelo interativo para se chegar à conclusão que a maior parte dos modelos são disruptivos e misturam várias dinâmicas, etapas, processos e interações.

Será caso para dizer que a inovação pode ser “mestiça”, “mescla” ou “amálgama”, onde se conjugam diferentes atividades, competências e interações? Fica a provocação…

Nos últimos anos foram inúmeros os fóruns que consagraram a “inovação” como “o caminho” a seguir por parte de qualquer empresa que se queira manter viva e competitiva. De tal forma que aquele que é precisamente um dos maiores projetos de inovação a nível Mundial (o reator de fusão nuclear que promete uma fonte de energia limpa e inesgotável e que poderá levar a uma alteração do paradigma energético à face da Terra), se designa precisamente de “ITER”, que em Latim significa, “o caminho”.

Foi em 2001 que Steve Jobs disse a célebre frase: “Innovation distinguishes between ´A Leader´ and ´A Follower´”, e sabemos bem o que a Apple tem significado no Mundo em termos de inovação.

Vem isto a propósito da definição do caminho estratégico que as organizações e as empresas devem fazer colocando o foco na criação de valor para o mercado pois a inovação só se torna efetiva se tiver valor de mercado. É isso que distingue a invenção da inovação.

Diz-se na gíria da Gestão que as empresas que têm um Departamento de Inovação verdadeiramente não perceberam que a mesma não pode nem deve estar “compartimentada”. A inovação só se torna efetiva, ou melhor, a empresa só adquire um estatuto de inovadora se a inovação for transversal a toda ela.

De fato é assim, mas isso não invalida que possa existir alguma organização neste processo e que pelo menos alguns procedimentos possam estar organizados em alguma área concreta que, obviamente, deve ser muito aberta e ter vasos comunicantes.

Claro que se a inovação não for interiorizada e assumida, em toda a sua plenitude, pelo conjunto do Conselho de Administração e pelas várias Unidades e Colaboradores de nada valerá ter um bonito Departamento de I&D ou de Inovação e dar-lhe até um generoso orçamento…

De tudo isto é interessante recordar a célebre frase do dramaturgo irlandês George Bernard Shaw e que foi vencedor do Prémio Nobel da Literatura: “Some men see things as they are and say 'Why'? I dream things that never were and say 'Why Not"?".

Inovar, Inovar, Inovar…, parece que veio mesmo para ficar e vai continuar a ser a palavra de ordem.



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