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A empresa vai reforçar os limites de utilização, criar um “modo noturno” e dar aos pais mais ferramentas de supervisão, na sequência de um acordo com autoridades norte-americanas.
A Meta prepara um conjunto de novas medidas para reforçar a proteção de adolescentes no Instagram e no Facebook, com alterações que passam por limitar o tempo de utilização, restringir o acesso durante a noite e aumentar o controlo parental.
As novas regras surgem na sequência de um acordo alcançado pela empresa com procuradores-gerais de vários estados norte-americanos, no âmbito de processos que questionavam o impacto das redes sociais na segurança e no bem-estar dos utilizadores mais jovens. A Meta não admite responsabilidade pelas acusações, mas compromete-se a implementar um conjunto de novas proteções.
Uma das principais mudanças será a criação de um limite de duas horas de utilização diária para adolescentes no Instagram e no Facebook. O tempo será contabilizado em conjunto entre as duas plataformas e o limite só poderá ser ultrapassado com autorização parental.
A Meta vai também introduzir um “Night Mode”, que bloqueará por defeito o acesso às plataformas entre a meia-noite e as seis da manhã. Durante este período, os adolescentes não poderão consultar conteúdos, publicar ou navegar nas diferentes áreas das aplicações, noticia o Marketing Directo.
Durante o horário escolar, entre as 8h00 e as 15h00, as notificações serão igualmente silenciadas, com exceção das mensagens diretas e dos alertas relacionados com segurança ou com a conta. A empresa pretende ainda apresentar lembretes regulares para incentivar pausas e uma utilização mais consciente das plataformas.
As alterações abrangem também a forma como os conteúdos são apresentados. Os adolescentes poderão escolher um feed que não seja personalizado pelos sistemas de recomendação da Meta e terão a possibilidade de desligar a reprodução automática de vídeos. A empresa prevê ainda esconder, por defeito, o número de gostos e reações nas publicações.
No lado dos pais, as ferramentas de supervisão serão reforçadas. Entre as novas funcionalidades está a possibilidade de receber informações sobre alterações às definições de proteção, utilização de contas secundárias e interações com contas consideradas potencialmente suspeitas.
A Meta pretende também reforçar os mecanismos de verificação de idade e a identificação de contas que possam pertencer a menores de 13 anos, recorrendo a tecnologia para encaminhar utilizadores suspeitos de serem adolescentes para experiências adequadas à sua idade.
Para já, estas novas regras estão associadas ao acordo nos Estados Unidos e dependem de aprovação judicial. A Meta está, contudo, a apresentar as medidas como um possível novo padrão para a indústria e já apelou a plataformas como o TikTok e o YouTube para adotarem proteções semelhantes.
Com estas alterações, a Meta procura responder à crescente pressão sobre a utilização das redes sociais por menores, transferindo parte do controlo da experiência digital para os próprios adolescentes e para os seus pais — e colocando limites mais claros ao tempo passado nas plataformas.
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