
Newsletter
Pesquisa

A Dove revelou o seu próximo passo na luta pela beleza real com a instalação da “The Beauty Machine” na Estação Waterloo, em Londres. A marca do grupo Unilever materializou um ponto de vista que defende desde 2004, mas com um alvo atualizado: a homogeneização da beleza provocada pelos algoritmos e pela IA generativa.
Criada pela Ogilvy UK em colaboração com a fotógrafa Lauren Greenfield, a máquina prometia oferecer variedade e diversidade de rostos, mas, num exercício de ironia visual, entregava sempre o mesmo resultado: uma face polida, padronizada e irreal.
A ativação, que aconteceu até ao final de março, quis alertar para o facto de as plataformas digitais otimizarem o engagement de publicações com rostos que seguem determinados padrões, dando menos visibilidade a quem foge à norma. Com o tempo, o feed "ensina" o utilizador a aceitar uma visão cada vez mais enviesada do que é belo.
Os dados do recentes do relatório Dove State of Beauty report sustentam a urgência desta ação da marca uma vez uma em cada duas mulheres e raparigas no Reino Unido sentem pressão para mudar a sua aparência, mesmo tendo consciência de que as imagens que consomem online são falsas ou manipuladas.
Se no início do século a marca lutava contra o Photoshop nas revistas de moda, o inimigo atual é o algoritmo das redes sociais. Ao transitar do combate à edição manual para o combate à padronização automatizada, a marca procura reafirmar-se como uma voz ativa na defesa da autoestima.
Artigos Relacionados
fechar

O melhor do jornalismo especializado levado até si. Acompanhe as notícias do mundo das marcas que ditam as tendências do dia-a-dia.
Fique a par das iniciativas da nossa comunidade: eventos, formações e as séries do nosso canal oficial, o Brands Channel.