“Dois chips, um namoro, zero segredos!”: RelationChip era, afinal, uma campanha da APAV

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“Dois chips, um namoro, zero segredos!”: RelationChip era, afinal, uma campanha da APAV
13 de Fevereiro de 2026
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A iniciativa mais recente da Associação de Apoio à Vítima (APAV), baseada no lançamento do produto fictício RelationChip, tem assinatura criativa da BBDO. 

 

Também se associaram a esta campanha o Omnicom PR Group, com a gestão das Media Relations, a OMD com o planeamento de meios e a produtora LOOKS, na área dos audiovisuais. Este projeto, que foi desenvolvido com grande confidencialidade, levou muitos utilizadores nas redes sociais a estabelecer paralelos com a série de episódios Black Mirror, pela forma como expôs uma distopia tecnológica que, afinal, está mais próxima da realidade do que se imagina.

 

A primeira fase da campanha arrancou a 9 de fevereiro, com a apresentação de um alegado dispositivo composto por dois microchips subcutâneos que prometiam revolucionar as relações amorosas através de localização permanente, sincronização automática de passwords e monitorização de contactos. O claim - “Dois chips, um namoro, zero segredos” - desencadeou uma onda imediata de indignação nas redes sociais, com milhares de reações críticas ao caráter invasivo e controlador do conceito.


“Dois chips, um namoro, zero segredos!”: RelationChip era, afinal, uma campanha da APAV

A polémica fazia parte da estratégia.

 

A campanha foi desenhada como um exercício de inversão: tornar físico e explícito, através de um chip subcutâneo, aquilo que muitos jovens já praticam diariamente por via do telemóvel - partilha de palavras-passe, controlo de localização, vigilância de contactos e mensagens. Os chips não existem, mas refletem um comportamento real que acontece com frequência. Os chips não fazem nada que os jovens não façam já com os seus telemóveis, quando exigem que o outro elemento do casal tenha o localizador sempre ligado, dê acesso ao telemóvel e às suas redes sociais, que prove através de fotografias ou vídeos onde está e com quem está. Segundo dados divulgados pela APAV, nos últimos quatro anos foram apoiadas 3 968 vítimas de violência durante e após relações de namoro, sendo que 29% das pessoas apoiadas tinha menos de 25 anos. O controlo surge como uma das formas de violência mais normalizadas, frequentemente confundida com demonstração de amor.

 

“A ideia foi confrontar as pessoas com o seu próprio comportamento. Se o chip parece desumano e excessivo, então é legítimo questionar por que aceitamos as mesmas práticas quando mediadas por um smartphone”, afirma João Guimarães, Diretor Criativo da BBDO Portugal. “Criámos um produto extremo para tornar visível o que acontece de forma invisível. A indignação não era um efeito colateral, era parte do processo. Só a partir desse desconforto seria possível gerar debate real. No final, o que queremos é ajudar a APAV a levar os jovens a ‘mudar o chip’: não banalizar o controlo e reconhecer que este tipo de comportamento é, efetivamente, uma forma de violência”, afirma.

 

A estratégia incluiu uma ação concertada com os Media, que mantiveram confidencialidade numa primeira fase, permitindo que a discussão nas redes sociais se desenvolvesse antes da revelação. Também foram envolvidos influenciadores na amplificação inicial do conceito, contribuindo para intensificar a reação negativa e ampliar o alcance da conversa.

 

“A comunicação de uma campanha como esta exige novas linguagens e uma presença consistente nos canais onde estas conversas acontecem”, diz Sofia Fernandes, Country Manager do Omnicom PR Group, que garante que para esta campanha integraram “media tradicionais, redes sociais e criadores de conteúdo numa abordagem coordenada, respeitando o tempo do debate público”. “Se houve uma reação forte à mensagem inicial, esperamos que a mensagem final - clara e positiva - tenha impacto semelhante”, continua.

 

Com a revelação, a campanha entra agora na sua fase informativa, mantendo presença nos mesmos canais - site, Instagram, TikTok, mupis digitais e display - com a mensagem: “Muda o chip. Controlo no namoro é violência.”


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