Do mapa ao turista: como a inteligência territorial está a mudar a gestão dos destinos

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Do mapa ao turista: como a inteligência territorial está a mudar a gestão dos destinos
17 de Agosto de 2026
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Os dados permitem às administrações perceber onde se concentra a pressão turística, acompanhar os movimentos dos visitantes e tomar decisões para distribuir melhor os fluxos pelo território.


O turismo atravessa um momento de forte crescimento, mas, à medida que aumenta o número de visitantes, o desafio dos destinos deixa de ser apenas atrair turistas e passa também por perceber onde estão, como se movimentam e qual o impacto que têm no território.


A concentração de visitantes em determinadas zonas tem aumentado a pressão sobre a habitação, o comércio local, a mobilidade e os serviços públicos, enquanto outros bairros e municípios com capacidade para receber turistas continuam fora dos principais circuitos. É neste contexto que os dados começam a assumir um papel cada vez mais relevante na gestão dos destinos.


A chamada inteligência territorial permite cruzar informação geográfica, empresarial, demográfica e turística para obter uma visão mais precisa sobre o comportamento de um território. Em vez de olhar apenas para indicadores como a ocupação hoteleira, as administrações podem acompanhar a distribuição dos visitantes, a evolução do alojamento turístico, os fluxos de mobilidade ou a forma como a despesa turística se espalha pelas diferentes zonas de uma cidade.


De acordo com um comunicado enviado às redações, a informação pode ajudar a redistribuir os fluxos de visitantes para áreas menos saturadas, planear infraestruturas e serviços públicos, proteger o comércio local e avaliar de forma mais concreta o contributo do turismo para a economia de cada território.


Uma nova leitura do território


Como exemplo desta aplicação dos dados à gestão dos destinos, a inAtlas, empresa especializada em Location Intelligence e Data Analytics, destaca, na nota de imprensa, o recurso à sua plataforma GeoPublic por várias administrações espanholas.


A solução, desenvolvida especificamente para entidades públicas, permite cruzar diferentes fontes de informação para acompanhar a atividade turística e perceber de forma mais precisa como esta se distribui pelo território. Entre as entidades referidas pela empresa estão a Câmara Municipal de Barcelona, a Diputación de Barcelona, o Governo das Canárias, o Governo das Ilhas Baleares, a Câmara Municipal de Sevilha e a Câmara Municipal de Alcobendas.


Segundo o comunicado, a GeoPublic permite acompanhar a capacidade de alojamento hoteleiro e não hoteleiro, analisar a evolução dos alojamentos turísticos registados e observar os fluxos de mobilidade de visitantes e residentes. A ferramenta permite ainda analisar a distribuição territorial da despesa turística, dando às administrações uma leitura mais detalhada sobre a pressão e a atividade geradas pelos visitantes. A própria inAtlas apresenta esta utilização como uma forma de apoiar estratégias de redistribuição da carga turística e de melhorar o planeamento dos destinos.


No caso dos alojamentos turísticos (VUT), o cruzamento de diferentes fontes de informação pode também ajudar as administrações a identificar e acompanhar os alojamentos registados e a distingui-los dos que operam de forma ilegal, uma das aplicações que a inAtlas atribui à GeoPublic.


“A gestão do turismo já não se resume a atrair mais visitantes, mas a compreender melhor a forma como estes interagem com o território, de modo a encontrar um equilíbrio entre competitividade, sustentabilidade e qualidade de vida”, explica Silvia Banchini, Cofundadora e Diretora Comercial da inAtlas, citada no comunicado.


A inAtlas defende que a integração destes dados permite às administrações acompanhar de forma mais detalhada a atividade turística e a sua distribuição pelo território, complementando informação como a capacidade de alojamento com dados sobre mobilidade, alojamentos turísticos e despesa dos visitantes.

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