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Nespresso
Design da Nespresso com assinatura portuguesa
12 de fevereiro de 2018
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Design da Nespresso com assinatura portuguesa
Fernando Paula
Coordenador Editorial Digital

Licenciado em Comunicação Social, trabalhou em órgãos de comunicação social em 3 continentes com a televisão como principal foco. Empreendedores, inovação e startups são palavras a que recorre diariamente. Música, imagens, amizades e jornalismo fazem parte do dia a dia.

Chama-se Mariana Rodrigues, é portuguesa e vive em Londres. A designer percorreu já vários países do mundo mas é na capital inglesa que se afirma a nível de Design.

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O mais recente projeto passou pelo desenho das sleeves das cápsulas da Nespresso que estão disponíveis em todo o mundo. A nova Edição Limitada da Nespresso - Arabica Ethiopia Harrar e Robusta Uganda - é inspirada nas cativantes lendas sobre as origens do café no continente africano.

Imagens de Marca - O que te leva para Londres para viver e trabalhar?
Mariana Rodrigues - Gosto muito de viajar e experenciar novas culturas e sempre tive vontade de viver uns anos fora de Portugal. Mas as oportunidades na área criativa, a proximidade geográfica a Portugal e a língua inglesa pesaram muito na minha escolha. Antes de Londres, vivi também em Zurique e Tóquio e nenhuma destas duas cidades conseguiu competir com Londres nesses três campos.


IM - Quais as diferenças entre a realidade Londrina e portuguesa?
MR - Na área criativa, as diferenças são palpáveis e inúmeras. Culturalmente e socialmente, a arte tem um peso e aceitação muito maior. É algo muito mais valorizado do que em Portugal.
Sou orgulhosamente portuguesa, mas penso que em Portugal ainda há um longo caminho a percorrer nesse sentido.


IM - Como o Design pode afetar ou não o sucesso de uma marca e produto?
MR - Sem dúvida alguma que o design tem o poder de afetar o sucesso de uma marca. E falo de design a todos os níveis — desde o aspeto do produto físico até à forma como esse produto é comunicado. Hoje em dia, o design de uma marca já não passa apenas por ser só uma linguagem visual. Os consumidores são diariamente expostos a um excesso de informação, por isso o design hoje, tem também que gerar emoções, surpreender, estimular e criar afinidades entre o consumidor e o produto/marca.

O design tem o poder de transformar uma marca e de a fazer sobreviver num mundo que não para de mudar.

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IM - Como surge a possibilidade de trabalhar com a Nespresso?
MR - A Nespresso trabalha com várias agências de design e essas agências trabalham regularmente com artistas de várias áreas — ilustração, fotografia, etc. A agência The Partners e a Nespresso sentiram que eu poderia trazer algo de novo ao mundo da Nespresso.


IM - Em que consistiu este trabalho e como te inspiraste?
MR - Muita gente bebe café, mas poucas sabem sobre as suas origens e a Nespresso queria dar a conhecer ao mundo a história destes dois cafés — o Arábica e o Robusta. O meu trabalho consistiu em contar essas histórias visualmente.
Encontrei a minha inspiração na raíz da origem destes cafés — nas suas histórias e lendas, nos seus lugares de origem e sabores distintos.
O Arábica Etiópia Harrar cresce em lugares áridos e montanhosos e é muito mais leve e floral que o Robusta. Encontrei também inspiração na lenda de Kaldi e como ele descobriu o café e na importância que este grão tem na vida social e cultural deste país.
Já o Robusta Uganda, cresce perto de lagos rodeados de vegetação exuberante, quase tropical, e a baixa altitude. É também mais intenso e profundo, com notas de sabor a chocolate e tem um grande significado para as tribos ugandesas.


IM - Sendo Portugal um país de consumo de café, isso teve alguma influência no teu projeto?
MR - Todos somos influenciados pelo nosso ambiente, por isso é difícil dizer que o meu trabalho não tenha sido influenciado por Portugal de alguma forma. Desde muito pequena que o café está presente na minha vida — sempre gostei de roubar colheres de café ao meu avô e ao meu pai. Sempre gostei do sabor do café.
No entanto, a minha inspiração vem do mundo natural e é aí que vou buscar as minhas maiores influências. E o meu foco na natureza não vê fronteiras.

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IM - Sei que já trabalhaste marcas como Bombay Sapphire, Patrick Watson, Country Living, Vogue Japan. E em relação às marcas portuguesas? Há algumas que gostasses muito de trabalhar?
MR - Nunca trabalhei com uma marca portuguesa, mas adoraria fazer uma colaboração com a Vista Alegre ou com a Ach. Brito.

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