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Uma invasão de palco insólita durante uma atuação do artista Bluay transformou-se no maior hit viral do ano em Portugal. O tecido empresarial uniu-se numa corrida frenética de real-time marketing nas redes sociais.
O panorama digital português foi completamente tomado por um refrão inesperado: “O que tem no carro? Do Pingo Doce? O que tem no carro? No jardim?”. O momento nasceu na passada sexta-feira, dia 18 de setembro, na estação ferroviária do Cais do Sodré.
Enquanto o artista Bluay atuava ao vivo para a iniciativa “RFM Sem Olhar a Quem”, uma mulher conseguiu contornar a segurança, apropriou-se do microfone e improvisou versos dedicados à cadeia de supermercados. O vídeo espalhou-se em poucas horas no TikTok e no Instagram.
A resposta inicial do próprio Pingo Doce foi rápida, reagindo ao clip original com a legenda “era a fome a falar mais alto”. Contudo, o verdadeiro fenómeno deu-se com a reação em cadeia que inundou as redes sociais.
A onda de criatividade: alguns exemplos de marcas que “surfaram” o meme
Dezenas de empresas e criadores de conteúdo adaptaram a mítica pergunta à sua própria realidade. Eis alguns dos exemplos de marcas com maior impacto e interação no Instagram e TikTok:
· Branca de Neve — Brincou com o que “tem no carro” quando se vai fazer bolos, integrando o jingle no universo da marca.
· McDonald's Portugal — Deixou uma imagem com a legenda: "Diva, no carro só mesmo Mac acabadinho de sair do McDrive."
· Águas do Caramulo — Recriou o refrão num reel humorístico, associando-o ao consumo da marca.
· Condeseg Seguros — Transformou a pergunta viral num lembrete sobre o que deve estar “no carro” em matéria de proteção e documentação.
· Ben & Jerry’s Portugal — Reinterpretou o jingle com humor, associando-o aos seus gelados.
· Taberna Londrina — Usou o meme para promover os seus pratos, sugerindo que o que devia estar “no carro” era uma visita ao restaurante.
· Control Portugal — Criou um conteúdo irreverente adaptando o refrão ao posicionamento descontraído da marca.
· Polícia de Segurança Pública (PSP) — Aproveitou o vídeo viral para reforçar uma mensagem de sensibilização sobre segurança rodoviária, recordando os condutores sobre os itens obrigatórios no veículo e a importância de adotar comportamentos seguros ao volante.
· RFM — A rádio que serviu de palco ao episódio continuou a alimentar o mediatismo com conteúdos de bastidores, recriações do refrão e reações dos seus locutores, prolongando a vida útil do meme ao longo do fim de semana.
O episódio insólito no Cais do Sodré tornou-se um caso exemplar de como a cultura digital portuguesa reage, absorve e reinventa momentos espontâneos. O refrão improvisado ganhou força própria, ultrapassou o contexto original e transformou-se num catalisador de criatividade para marcas, entidades públicas e criadores de conteúdo.
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