Custos com benefícios de saúde para empresas deverão subir 10% em 2027, revela estudo

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Custos com benefícios de saúde para empresas deverão subir 10% em 2027, revela estudo
2 de Novembro de 2026
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O relatório Health Trends 2027 aponta para o sétimo ano consecutivo de aumentos de dois dígitos nos custos médicos globais e identifica o cancro e a evolução tecnológica entre os principais fatores de pressão.


Os custos médicos suportados pelas empresas através dos planos de benefícios de saúde deverão aumentar 10% a nível global em 2027, segundo o relatório Health Trends 2027, divulgado pela Marsh. O estudo, baseado num inquérito a 306 seguradoras de 69 mercados, excluindo os Estados Unidos, antecipa o sétimo ano consecutivo de aumentos de dois dígitos.


De acordo com o relatório, citado em comunicado, cerca de 40% dos mercados analisados deverão registar subidas de pelo menos 10% no próximo ano. A pressão deverá manter-se nos anos seguintes: 78% das seguradoras inquiridas esperam que o ritmo de crescimento dos custos permaneça nos níveis atuais ou se intensifique até 2030.


Cancro é um dos principais fatores de despesa


O aumento dos custos com cuidados de saúde é associado pelas seguradoras sobretudo à utilização de tecnologias mais avançadas na prestação de cuidados, apontada por 57% dos inquiridos, e à maior incidência de problemas de saúde, referida por 47%.


O cancro destaca-se como o principal fator de custos com sinistros de saúde a nível global: 70% das seguradoras colocam as doenças oncológicas entre as três principais causas de despesa nesta área.


Segundo a Marsh, os tratamentos oncológicos mais avançados contribuem para melhores resultados, mas implicam custos superiores. O envelhecimento da população e o aumento da sobrevivência fazem também crescer a necessidade de acompanhamento continuado de doentes e familiares, para além da fase inicial do tratamento.


A prevenção continua, contudo, a apresentar limitações. Menos de metade das seguradoras cobre rastreios oncológicos: 49% incluem o rastreio do cancro da mama e 30% o do cancro do pulmão.


Para Lorna Friedman, Senior Partner da Marsh Health and Benefits, as empresas devem considerar todo o percurso da doença, desde a prevenção e o rastreio até ao tratamento, regresso ao trabalho e acompanhamento posterior, de forma a apoiar os colaboradores e gerir os custos associados.


Inteligência artificial pode gerar poupanças


A inteligência artificial (IA) é outra das áreas em transformação identificadas pelo relatório. Mais de metade das seguradoras inquiridas (55%) acredita que a tecnologia poderá reduzir os custos dos planos de saúde empresariais nos próximos dois a três anos, nomeadamente através de maior eficiência no processamento de sinistros e na deteção de fraude.


Ainda assim, o impacto permanece incerto para parte do setor: 23% das seguradoras não têm uma previsão definida e 6% antecipam um aumento dos custos totais associado à IA.


Empresas procuram novas formas de controlar os custos


Perante esta evolução, as organizações terão de procurar formas de gerir a despesa sem comprometer a saúde e o bem-estar dos colaboradores. No próximo ciclo de renovação dos planos, 38% das seguradoras esperam que as empresas recorram a alterações moderadas às coberturas para limitar o crescimento dos custos, enquanto 32% antecipam uma maior otimização dos benefícios, alinhando o investimento com os resultados de saúde e as prioridades do negócio.


“Sete anos consecutivos de aumentos de dois dígitos na tendência global dos custos médicos sublinham a importância de uma abordagem estratégica e de longo prazo à gestão dos benefícios de saúde”, afirma Hervé Balzano, presidente da Marsh Health and Benefits.


O responsável defende uma abordagem que combine a conceção dos planos, o financiamento e a gestão operacional com o investimento na prevenção e na intervenção precoce. Segundo a Marsh, estas medidas podem contribuir para melhorar os resultados de saúde e reduzir os sinistros evitáveis a longo prazo.

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