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A opinião de Joana Carravilla
Conteúdos: A revolução do século XXI
1 de fevereiro de 2019
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Conteúdos: A revolução do século XXI
Joana Carravilla
Country Manager Iberia da Elife

Nos últimos anos, a palavra “conteúdos” tem sido, provavelmente, uma das que mais aumentou a presença no léxico do dia a dia de todos nós. Até há uns anos não tínhamos sequer este conceito: existiam notícias, artigos de opinião e textos nas suas várias vertentes. Agora fala-se essencialmente de conteúdos e mais especificamente de produzir conteúdos.

Esta simplificação, aliada ao verbo de génese industrial “produzir”, diz tudo sobre o que podemos esperar desta nova forma de gerar expressões e opiniões através da escrita. É uma atividade económica que transforma a matéria-prima em produtos comercializáveis, utilizando a força humana, máquinas e energia. Esta é a definição de indústria na Wikipédia! E os responsáveis por dar palco a esta nova indústria são as redes sociais que levam a informação aos consumidores nos canais onde eles naturalmente estão – Facebook e Google.

Com o aparecimento das redes sociais, parecia que os órgãos de comunicação social e as empresas estavam a ganhar mais um meio de difundir a sua mensagem. Mas, ano após ano, estes acabaram por se transformar nas maiores “vítimas” das novas plataformas. Os meios de comunicação passaram a ter de produzir conteúdos em massa – cada vez com menor qualidade – de forma gratuita para garantir que continuavam a ser considerados pelos consumidores, recorrendo a jornalistas cada vez mais novos e mal pagos que escrevem os artigos com conteúdo sensacionalista e irrelevante para conseguirem competir pelo “click”. Como se isso não bastasse, tiveram de concorrer com entidades duvidosas que produzem conteúdos falsos ou absolutamente irrelevantes e mal informados.

Esta montanha de informação só serviu para desinformar. Nunca, como agora, foi possível identificar com tanta clareza os consumidores que não têm qualquer capacidade para se informarem devidamente e que, não só acreditam em tudo o que leem, como também se autopromovem a veículo de informação partilhando notícias falsas, efemérides ridículas e feitos duvidosos. Este fenómeno levou também a que alguns órgãos de comunicação negassem a sua função mais elementar: a de informar com isenção. Em alternativa, optam por ser contratados por empresas para produzirem conteúdos para elas como forma de sobrevivência.

Por outro lado, temos as empresas que estão a gastar rios de dinheiro com a criação de conteúdos aspiracionais que têm como missão o “engagement” para terem uma voz e uma presença no universo digital. Por último, surgem os profissionais de produção de conteúdos: pessoas comuns que são pagas para falar sobre produtos e marcas, porque, supostamente, os consumidores acreditam mais nelas do que nas próprias marcas.

Está tudo ao contrário!

As empresas têm de prestar um serviço aos consumidores, levando-lhes os produtos e serviços que precisam. Para conquistarem a sua atenção devem fazer publicidade, promoções, e, especialmente, atender bem. As empresas devem empreender.

Os órgãos de comunicação social têm de investigar e informar com isenção. E devem ser pagos, pelos consumidores, para isso. Os media devem informar.


Já os consumidores têm a obrigação de se informarem devidamente, comprar produtos nos quais acreditam, experimentá-los, avaliá-los e comentá-los sem serem pagos para isso. Ou seja, os consumidores devem consumir!

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