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A opinião de Alberto Rui Pereira
Contem-me histórias bem contadas…
10 de setembro de 2019
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Contem-me histórias bem contadas…
Alberto Rui Pereira
CEO / IPG Mediabrands Portugl

O consumidor é hoje alvo de um sem-fim de estímulos comerciais num contexto de janelas de atenção cada vez mais reduzidas e dispersas por múltiplos pontos de contato. Entre 2013 e 2018 o número de spots nos principais canais comerciais em Portugal aumentou 30%, dificultando a recordação das mensagens veiculadas.

O consumidor do século XXI é mais exigente no seu envolvimento com as marcas e os produtos, dando sinais de menor reatividade à tanta publicidade convencional com acentuada tónica promocional. Falamos das vendas agressivas, do compre já, do encomende agora, do não perca esta oportunidade única com que se cruza ao dobrar de cada esquina, ao virar de cada página, de cada vez que faz zapping ou acede à Internet.

A publicidade, inevitável e incontornável nesta sociedade de consumo que hoje habitamos, está no meio de nós, por todo o lado e mais algum. Por isso mesmo, faço aqui questão de frisar, aproveitemos precisamente todos esses meios que estão ao nosso alcance e encontremos novas formas e fórmulas para chegarmos aos nossos públicos-alvo e o envolvermos na nossa mensagem, na essência das marcas, e não apenas nos alegados irresistíveis atributos do que queremos vender.

Contar histórias e partilhar memórias ou experiências de vida é das mais antigas formas de comunicação. Desde tempos imemoriais que o ser humano o faz, assim estimulando a imaginação dos seus pares e, sobretudo, criando um sentido de comunidade entre o emissor e o recetor, em que a pertença e a ligação afetiva se sobrepõem a qualquer outro sentimento.

Então onde entra o transmedia storytelling nesta história? A resposta é simples; o consumo tornou-se um processo coletivo em que ninguém sabe tudo, mas todos sabemos um pouco de tudo, o que incentiva o consumidor a estabelecer pontos de ligação e a procurar respostas ao longo da sua jornada de decisão, cumprindo assim um processo em que os elementos de uma história se distribuem por múltiplos canais de distribuição, cujo objetivo central passa por criar uma experiência de entretenimento, unificadora e coordenada, em que o indivíduo participa ativamente e contribui para o desenrolar do enredo.

Há, portanto, que ter em consideração que o consumidor fugiu por completo à ditadura da publicidade convencional e deixou de ser um mero espetador, controlando os media através das novas tecnologias – é certo e sabido que, atualmente, o consumidor se assume como um agente ativo não só na compra, mas também na criação de informação propriamente dita, movendo-se e interagindo entre várias plataformas de comunicação em busca de experiências e de entretenimento. Ou seja, em consequência dessa realidade, produtores de conteúdos e consumidores encontram-se agora numa perfeita relação de equilíbrio entre si.

Os consumidores tornaram-se os personagens principais da cultura de convergência que vivemos, em que as sinergias entre a inteligência coletiva e a cultura participativa são regra para qualquer marca que queira destacar-se junto dos seus públicos-alvo.

Porquê adotar uma estratégia de comunicação como o transmedia storytelling? Porque nos dias que correm é esta uma das formas mais eficazes e interessantes de gerar novos conteúdos da marca, permitindo uma maior longevidade da mensagem e um maior envolvimento com a experiência que nos propõem.

Agora um último conselho… evitem as redundâncias e componham um puzzle de informação sem peças repetidas. Façam história e espalhem bem a mensagem. Por todo o lado e de forma consistente. Com os consumidores e não contra eles.

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