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A opinião de António Jorge
Compras e Sustentabilidade
19 de Maio de 2021
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Compras e Sustentabilidade
António Jorge
Consultor, Executivo e Docente Universitário

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Muito se tem falado da consolidação do crescimento e da importância do canal digital, contudo alterações de consumo baseados em comportamentos, fundados em um novo sistema de valores, está a surgir.

 

A consciência de que todos temos de contribuir para a sustentabilidade do planeta, é outra das heranças positivas desta pandemia. Toda a sociedade tomou essa consciência e está a adaptar o seu modo de vida por forma não só a evitar a destruição, mas também a tentar contribuir para a recuperação do planeta.

 

Desde à muito que esta temática é recorrente nas várias vertentes sociais, da arte à cultura, passando pela economia onde os agentes económicos apelidaram o seu contributo de  responsabilidade social corporativa. Na verdade, embora na maioria dos casos todas estas ações tenham sido positivas, nenhuma conseguiu um verdadeiro volte face na destruição do planeta.


Em minha opinião, porque, os princípios e valores da sociedade de consumo são incompatíveis ou mesmo inversamente proporcionais à sustentabilidade. Isto é, as ideias de posse, da última moda e de estatuto e satisfação por via do materialismo, não são sustentáveis, embora sejam o motor do crescimento económico.

Nem sempre foi assim e, tem de deixar de ser assim. Todos nos lembramos da durabilidade que os bens tinham antes de a obsolescência programada ser uma prática generalizada e socialmente aceite e de se criarem as narrativas consumistas.


As marcas já perceberam a inevitabilidade dessa mudança. O mais recente anúncio da Levi’s sobre o lema “compra melhor, usa-o mais tempo” é um exemplo paradigmático. A marca apela a que se use a roupa durante mais tempo a fim de evitar o desperdício. Trata-se de um ato de coragem e de inovação, que seguramente dará os seus frutos em termos de valor de marca e a sua queda em termos de vendas globais.


Por outro lado, um artigo cientifico publicado no Journal of Marketing com o título, “Buy less, buy luxury”considera que a compra de artigos de luxo, comprovadamente reconhecidos como de elevada qualidade e durabilidade, é um dos comportamentos que mais contribui para um consumo sustentável.


Esta tendência faz antever uma importante crise nos modelos de negócio centrados em produtos de qualidade média baixa. Para estes negócios, esta ameaça é de facto real, veja-se o artigo publicado no Portugal Têxtil com o título “E se os consumidores abandonarem a fast fashion ?”, onde são analisados os impactos desta eventual realidade na industria têxtil.


Mais uma vez, uma mudança que implica rever modelos de negócio e posicionamentos de marcas.



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