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Quem tiver feito scroll pelas plataformas digitais no último mês dificilmente terá passado ao lado de um dos fenómenos do momento: o Cheesecake Japonês. Na verdade, nem é um cheesecake nem é japonês, mas com apenas dois ingredientes, tornou-se um dos maiores fenómenos virais recentes.
Em poucas semanas, as visualizações das receitas dispararam e também as vendas. As bolachas Biscoff tiveram um incremento de vendas de cerca de 30% e os iogurtes gregos tornaram-se um dos produtos mais procurados nas prateleiras de todos os supermercados.
Mas este foi apenas mais uma tendência que começou nas redes sociais e que ganhou escala para a vida real. O também recente fenómeno do chocolate do Dubai acendeu igualmente nas marcas a urgência de tirarem partido do hype.
Perante estes fenómenos cada vez mais frequentes, muitas são as marcas que reagem e produzem conteúdos adaptados para entrarem rapidamente no ringue em que se disputa a atenção do consumidor. Mas poucas são as que aproveitam verdadeiramente a oportunidade, que podem acontecer no curto prazo, quando as marcas simplesmente navegam o hype e capitalizam top of mind, através de interações fáceis e repetição momentânea, ou no longo prazo, em que asseguram um impacto real e ligação à marca criando um impacto desde o topo à base do funil, com ligação a e-commerce e aos canais de conversão.
Mas, nem sempre o que é hype é uma oportunidade, trata-se de saber escolher o que ressoa efetivamente com a marca, assegurando consistência e coerência com a sua identidade, para garantir que o impacto vai muito além do curto prazo. Mais do que reagir, é saber criar verdadeiras experiências junto do target e criar ligações aos canais da marca que potenciem diretamente as vendas. Podem ser edições limitadas, uma ativação contextual ou uma experiência em loja tornando a ligação à marca mais forte e memorável.
Existem exemplos recentes em vários verticais, nomeadamente no retalho, sector com uma dinâmica muito ativa, em que algumas insígnias têm sabido aproveitar estes momentos de forma exemplar, ao transformar tendências virais em oportunidades de conversação para a marca, levando o consumidor diretamente do feed para o ponto de venda, através de edições especiais, promoções exclusivas, experiências e oportunidades de experimentação, que vão muito além da comunicação digital e que se tornam em verdadeiros momentos de conexão com o consumidor e reforçam a perceção de novidade, relevância e inovação associada à marca.
Estes fenómenos e tendências vieram para ficar, criando um movimento de expansão global, quer a nível de fronteiras físicas quer a nível de fronteiras de media, omnicalizando o momento, saltando facilmente do digital para uma reportagem no jornal da noite que fala sobre o fenómeno.
As marcas vão também querer continuar a fazer parte destes fenómenos virais que vêm mostrar de forma muito clara que as estratégias podem e devem continuar a delinear-se no longo prazo, mas que são muitas vezes os momentos não planeados que trazem as verdadeiras oportunidades de crescimento e reinvenção!
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