Cibersegurança: o fator crítico que protege (ou põe em risco) a reputação das marcas

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Cibersegurança: o fator crítico que protege (ou põe em risco) a reputação das marcas
4 de Dezembro de 2025
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Num contexto em que a digitalização é cada vez mais determinante para o sucesso das empresas, a segurança digital tornou-se um pilar de confiança, reputação e continuidade.


As pequenas e médias empresas (PME) enfrentam hoje riscos crescentes — e o mais recente Hiscox Cyber Readiness Report 2025 revela que mais de metade já foi alvo de ciberataques no último ano.


Para aprofundar este tema, o Imagens de Marca conversou com Ana Silva, Cyber Lead da seguradora Hiscox para Portugal e Espanha, sobre os desafios, as estratégias e a urgência de adotar boas práticas de proteção.


O panorama da cibersegurança nas PME portuguesas


Ana Silva destaca que os dados revelam “uma tendência clara de aumento de ataques direcionados a empresas de menor dimensão”, alertando que a transformação digital trouxe “eficiência e inovação, mas também uma maior superfície de exposição a ameaças cibernéticas”.


Segundo a especialista, muitas PME continuam a subestimar o risco, acreditando que apenas as grandes corporações são alvo. “Esta perceção é perigosa. As PME são, na verdade, alvos muito atrativos porque têm menos barreiras de defesa. Os atacantes não fazem distinções; procuram vulnerabilidades — e as PME têm-nas em maior número”, afirma.


A vulnerabilidade destas empresas está diretamente ligada aos seus recursos limitados. “A maioria não tem equipas especializadas nem processos internos preparados para lidar com incidentes”, explica Ana Silva, acrescentando que, além disso, nota que os atacantes utilizam cada vez mais mecanismos automatizados que disparam ataques em massa. “Quando alguém dispara milhares de tentativas por dia, qualquer empresa pode estar na linha de fogo. A fragilidade das PME acaba por torná-las preferidas”, frisa.


Cibersegurança e reputação: o risco vai além do técnico


Hoje, um ciberataque já não é apenas um problema técnico. Para Ana Silva, “um incidente informático pode comprometer a confiança dos clientes e a reputação da marca de forma duradoura”.


Segundo o relatório de ciberpreparação da Hiscox, várias empresas que sofreram ataques relataram perda de clientes e até de parceiros de negócio. Ana Silva sublinha que este impacto é muitas vezes imediato: “As empresas não perdem apenas dados — perdem confiança. E recuperar confiança é muito mais difícil do que recuperar sistemas”.


O relatório revela ainda que 30% das PME admitiram dificuldades em atrair novos clientes após uma violação de dados, um indicador que, nas palavras da especialista, “mostra de forma muito clara que a reputação é hoje um dos maiores ativos de qualquer marca — e um dos mais frágeis quando falamos de ciberataques”.


Num mundo cada vez mais transparente e digital, qualquer incidente se torna público numa questão de minutos. “Vivemos num ecossistema onde tudo circula com enorme rapidez”, explica Ana Silva, sublinhando que “quando há um ataque, os clientes ficam a saber quase de imediato, e isso pode abalar profundamente a credibilidade de uma empresa”.


A especialista reforça ainda que o impacto reputacional pode ser mais duradouro do que o operacional: “Um ataque pode parar uma empresa durante dias, mas a perda de confiança pode durar anos. E algumas empresas não sobrevivem a isso”.


Transformar segurança em diferencial competitivo


Para muitas PME, a cibersegurança já deixou de ser vista apenas como uma despesa e começa finalmente a ser entendida como um verdadeiro investimento estratégico. Ana Silva confirma essa mudança: “As empresas que mostram que levam a segurança digital a sério ganham imediatamente um voto de confiança extra. Hoje, a proteção de dados é um sinal de credibilidade”.


A especialista explica ainda que, no universo B2B, esta exigência já faz parte do processo de decisão: “É cada vez mais comum que um cliente peça ao fornecedor provas de que cumpre medidas mínimas de cibersegurança antes de fechar um contrato”. Segundo Ana Silva, esta tendência está a criar uma nova linha de diferenciação no mercado: “Quando uma PME demonstra boas práticas, isso torna-se um fator de profissionalismo e maturidade. Mostra que a empresa está preparada para operar num ambiente digital exigente”.


Num mercado competitivo e altamente tecnológico, esta postura pode ser decisiva. “A segurança digital deixou de ser um extra — é um critério de confiança, e quem não o valorizar arrisca ficar para trás”, sublinha.


Cibersegurança na era da transformação digital


A transição para modelos digitais implica adoção de sistemas de cloud, automação, ferramentas de comunicação e, cada vez mais, inteligência artificial. Para Ana Silva, todas essas mudanças trazem benefícios — mas também riscos.


O grande desafio para as PME é garantir que a digitalização não avance sem uma estratégia de segurança por trás. É essencial que a proteção não seja um “extra” ou um pensamento tardio, mas parte integrante da estratégia de crescimento da empresa.


Barreiras reais para as PME: entre perceções, recursos e formação


Apesar de uma crescente consciencialização, muitas PME continuam a enfrentar obstáculos significativos na implementação de medidas eficazes de cibersegurança. Persistem ainda perceções equivocadas de que “as PME não são alvo” de ataques, o que leva muitas empresas a adiar investimentos ou a subestimar a urgência do tema.


A isto soma-se a limitação de recursos financeiros e humanos, que dificulta a adoção de soluções de proteção mais robustas e evidencia a ausência de especialistas internos capazes de acompanhar as exigências tecnológicas atuais.


Paralelamente, a transformação digital aumentou a complexidade dos sistemas: cloud, inteligência artificial, múltiplas plataformas integradas — tudo isto requer competências técnicas que muitas organizações não possuem. E, mesmo quando existe tecnologia avançada, continua a ser o fator humano uma das maiores vulnerabilidades. Grande parte dos incidentes resulta de erros simples, como cair em esquemas de phishing ou ignorar sinais de fraude.


Esta combinação cria um terreno especialmente sensível para as PME, que precisam de equilibrar modernização com proteção de forma consistente e estratégica.


Para encerrar, Ana Silva deixa uma mensagem clara às empresas que ainda veem a cibersegurança como custo e não como investimento: “A crescente frequência e sofisticação dos ataques, a facilidade de alcançar múltiplos alvos e o impacto reputacional e financeiro de um incidente tornam a segurança um componente essencial da estratégia de qualquer empresa”.


Veja a entrevista completa no vídeo acima.

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