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A opinião de Susana Albuquerque
Chegar-se à frente
14 de setembro de 2018
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Chegar-se à frente
Susana Albuquerque
Diretora Criativa Uzina Lisboa

Ainda a propósito da minha candidatura à direcção do Clube de Criativos.


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O Imagens de Marca sugeriu que eu escrevesse sobre a minha candidatura à direcção do Clube de Criativos. Eu achei que era um bom tema, mas depois fiquei a matutar sobre por onde deveria começar, qual deveria ser o ângulo, afinal uma opinião é feita disso, olhamos para uma realidade sempre através de um ponto de vista que escolhemos.

Poderia falar-vos de como acho que é importante manter o Clube vivo. O CCP é muito mais do que um festival que dá ouros, pratas e bronzes. É uma associação sem fins lucrativos que nasceu para representar e defender a criatividade portuguesa, em tudo o que isso possa significar.

Poderia falar-vos do que me move quando me meto nisto, sobretudo sendo a segunda vez, com a consciência do trabalho que dá, da factura que traz, e também das alegrias que gera quando as coisas correm bem, quando as pessoas ficam contentes, quando nos juntamos por causa das ideias e do valor que elas têm, e quando nos sentimos todos mais orgulhosos por trabalhar nesta profissão.

Poderia falar-vos do prazer que dá trabalhar com um grupo de gente talentosa, fora do dia-a-dia dos briefings e da pressão do negócio. Foi assim quando trabalhei ao lado de tantos e tão bons em 2013, e tenho grandes expectativas sobre o que vem aí, só por poder trocar e construir com a Andreia, o Pedro, o Zé Ricardo e o Luís, e voltar a trabalhar com o Diogo, a Susana e a Sara.

Também poderia falar das dores que sei que virão. Das eventuais zangas. Dos júris do festival, que no final são sempre injustos para alguns. Do dinheiro que é curto. Da dificuldade em encaixar tudo o que se quer fazer com aquilo que se consegue, e sempre com o tempo contado, a competir com as nossas profissões, famílias, amigos e com o tempo para não fazer nada, que é tão importante.

Poderia falar de exemplos que conheço doutros clubes, sobretudo o de Espanha, e de como acho que temos a ganhar quando aprendemos com o que os outros já fizeram, o bom e o menos bom. De como, por muito que se esteja a fazer bem, há sempre espaço para vir gente nova abrir as janelas e deixar entrar um ar diferente, para com isso tudo continuar a caminhar numa boa direcção.

Mas as primeiras palavras que quero escrever sobre a minha candidatura são sobre a importância de nos chegarmos à frente. Alguns vão ler isto como um grande cliché, mas eu acho que o acto de nos chegarmos à frente tem mais mérito do que recebe. Quando queremos que alguma coisa aconteça, que alguma coisa mude, ou mesmo se queremos que alguma coisa continue como é, temos duas opções: ou esperamos que alguém se chegue à frente, ou fazemo-lo nós. Para já, esse é o mérito que temos: eu, a Andreia Ribeiro, o Pedro Mesquita, o Zé Ricardo Monteiro, o Luís Serra e o Diogo Conceição, a nova lista que agora se candidata à direcção do CCP. Por alguma razão, apareceu-nos esta possibilidade, um comboio chamado CCP apareceu nesta estação das nossas vidas e nós decidimos entrar. Seria mais fácil deixá-lo passar, mas seria menos interessante e enriquecedor. Por isso, todas estas palavras servem para dizer um enorme obrigada a este conjunto de pessoas que se chegaram à frente comigo, e a todos os outros que nos queiram fazer companhia pelo caminho. A força da gravidade empurra-nos muitas vezes para trás, para uma cadeira ou para um sofá, para o conforto da observação e da crítica e para o exercício do nosso direito de usufruir. Chegarmo-nos à frente vai contra essa lei da gravidade, demos-lhe o mérito que merece.

Já nos reunimos umas poucas vezes, vamos apontando ideias e imaginando cenários para o clube. Temos a noção de que algumas poderão ficar pelo caminho e que muitas outras vão aparecer. A uma semana de sermos eleitos, temos tudo por fazer, menos o mais importante: tomámos a decisão de que queremos fazê-lo, e de que vamos fazê-lo. A partir daqui, começam todas as possibilidades.

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