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A Excelência do Luxo
“Celebrar o luxo português”
23 de fevereiro de 2019
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“Celebrar o luxo português”
Maria José Martins
Diretora Criativa de Conteúdos

Formada em Antropologia, conta com mais de duas décadas de trabalho na Comunicação Social como jornalista, criadora de conteúdos e autora de ficção. Curiosidade, experiência e imaginação são os ingredientes que não dispensa na vida… e na cozinha.

Se, hoje, luxo e Portugal fazem sentido na mesma frase, há 10 anos não faziam. Mónica Seabra-Mendes acredita que a formação que lançou com a Católica-Lisbon sobre o luxo teve, também, um contributo nesta nova perspetiva. Na altura em que criou o Programa Executivo Gestão do Luxo da Católica-Lisbon ninguém acreditava em marcas de luxo portuguesas.

Uma década depois de lhe terem feito a pergunta: “Ensinar luxo num país onde não há marcas de luxo?”... é o momento de celebrar. Foi com um jantar de gala no Pestana Palace, onde Mónica Seabra-Mendes fez questão de reunir quase todos os cerca de 200 alunos - os que conseguiram comparecer - que já passaram pelo Programa Executivo Gestão do Luxo da Católica-Lisbon. “É verdade! Temos que remontar há uns anos e efetivamente essa era a pergunta.


Hoje toda a gente fala de luxo e, Portugal e luxo parece que fazem sentido na mesma frase, mas há uns 10 anos não fazia. O que nós ensinamos é muito mais do que luxo. O que nós ensinamos é trabalhar produtos de valor acrescentado e isso serve várias indústrias e o que é engraçado é que o mercado percebeu isso. Temos pessoas de vários setores de atividade, de vários segmentos, que estão a fazer o curso porque querem trazer valor para os seus produtos. Independentemente de se posicionarem no luxo ou não.


Não temos marcas de luxo é um facto, mas isso para mim é uma oportunidade, porque temos produtos de excelência. A ideia é transformar esses produtos que nós temos, na nossa manufatura, que é uma manufatura verdadeiramente de excelência, e esse é o desafio: transformar esses produtos em marcas.”


O requinte português à mesa


Defensora desta excelência dos produtos e da indústria manufatureira, Mónica Seabra-Mendes tem vindo a “desbravar” os segredos do luxo português, que enalteceu também nesta cerimónia. À mesa, destacava-se o brilho das pratas da ourivesaria Tavares, sentiam-se os perfumes exclusivos das velas de decoração Manulena, bebiam-se os néctares do terroir das vinhas da Sogrape ou brindava-se com espumante Murganheira, entre muitas outras marcas que estão a dar mais brilho ao made in Portugal.


“Nesta sala temos vários objetos, vários presentes, tudo aquilo que nós conseguimos obter dos nossos alunos, no sentido de eles estarem presentes para além deles próprios, deixarem qualquer coisa deles. Por exemplo, as pratas que é um projeto de um aluno nosso, que é o Carlos Tavares, e que tem uma ourivesaria – a ourivesaria Tavares na Póvoa do Varzim - e que tem pratas absolutamente magníficas, e que nós pedimos que as trouxesse, hoje, para poder exibir e mostrar aos seus colegas. Sobretudo para enaltecer esta noite, que é de gala, e trazer algo à mesa que é um produto de luxo e que nós temos um bocadinho esquecido que são as pratas decorativas”, explica Mónica Seabra-Mendes.


Uma sala repleta de convidados de luxo


Vestidos a rigor foram chegando aos poucos, trazendo uma imagem de elegância e glamour. Rostos, uns mais conhecidos que outros, mas todos com uma palavra a dizer na construção de marcas do luxo português. Maria João Bahia, designer de joias portuguesa, reconhecida como uma das artistas mais originais do seu tempo, com mais de 35 anos de carreira, foi uma das alunas dos primeiros anos da Formação. Viu, neste curso, uma oportunidade para cruzar a sua experiência com a de outros setores.


Das memórias que guarda, destaca a de um funcionário de uma ourivesaria que é até hoje um exemplo para si do que é prestar um serviço de luxo. “Fizemos uma visita que eu achei muito interessante à ourivesaria Torres. O funcionário era um apaixonado por relógios e, de facto, o que faz a experiência… o luxo não é mais do que uma experiência. É a pessoa sentir-se única e sentir que tem um atendimento especial. E foi, nitidamente, o caso. Ele era um apaixonado por relógios, era um apaixonado pela marca e mostrou e explicou tudo o que havia e toda a envolvência.


Transportou-nos para um mundo imaginário que era o mundo dos relógios e o funcionamento das máquinas e não fez mais do que estar a conversar connosco.


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E isso, de facto, é o que é efetivamente o luxo. Aquele vendedor era um vendedor espetacular, apaixonado pela marca, apaixonado pelo trabalho, e transmitiu-nos uma experiência excecional”, recorda a designer de joias portuguesa.


Nomes da joalharia e do calçado como Rafic Daud, fundador da Undandy e Adelina Guerreiro, que detém há 18 anos a marca Dona V, ou profissionais da mundo do turismo como Maria Moreira, habituada a gestão de marketing em hotelaria, marcaram presença nesta noite especial como ex-alunos do Programa Executivo Gestão do Luxo da Católica-Lisbon. O reencontro de uma comunidade que vai crescendo e desenvolvendo negócios e marcas de luxo portuguesas.


“O mais gratificante, eu diria, nestes últimos anos, tem sido efetivamente, desde que existe o curso, construir esta comunidade de pessoas que se interessam por esta área e ver crescer projetos desde pequeninos e ver amadurecer e evoluir… e isso é extremamente gratificante”, afirma Mónica Seabra-Mendes, com um sorriso nos olhos!


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