Carta para o meu filho de 15 anos (ou, talvez, também para muitos de nós, adultos)

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A opinião de Sílvia Nunes
Carta para o meu filho de 15 anos (ou, talvez, também para muitos de nós, adultos)
17 de Março de 2026
Carta para o meu filho de 15 anos (ou, talvez, também para muitos de nós, adultos)
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Carta para o meu filho de 15 anos (ou, talvez, também para muitos de nós, adultos)
Sílvia Nunes
Senior Director Michael Page | Founder Profiler Podcast
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Escrevo esta carta sabendo que, aos 15 anos, o mundo parece enorme, rápido, por vezes confuso. Ainda assim, é um mundo cheio de possibilidades que, talvez nenhum de nós, consiga ainda imaginar. Vejo em ti a curiosidade, a inquietação, a indecisão perante escolhas que, talvez, seja demasiado cedo para serem tomadas. Escrevo porque, mesmo sendo adulta e mãe, continuo a saber muito pouco e, também eu, estou a tentar compreender esse futuro que te/nos espera.

 

Quando penso no mundo do trabalho, do qual eu já faço parte e, ao qual, tu chegarás dentro de alguns anos, sei que muito do que hoje se aprende pode não ser suficiente ou pode, até, já estar desatualizado. Alguns organismos internacionais, como a ONU e o Fórum Económico Mundial, estimavam em 2018 que 65% das crianças que então frequentavam o ensino primário iriam exercer profissões que ainda não existiam. Isto significa que tu, a tua geração, e até a minha, se estão a preparar para um futuro que ninguém sabe descrever com precisão. Mas há algo que sinto, algo que arrisco dizer que sei com toda a convicção: não serão os conteúdos que irão diferenciar-nos, mas sim as competências humanas desenvolvidas. O mundo vai exigir pensamento crítico, persistência, curiosidade, criatividade, capacidade de resolver problemas complexos e, acima de tudo, inteligência emocional.

 

Quero dizer-te, portanto, aquilo que talvez ainda nunca tenha dito de forma clara: não te prepares apenas para um emprego, prepara-te para ti próprio. Prepara-te para aprender sempre, ao longo de toda a tua vida. A adaptação constante vai ser uma verdadeira arma secreta. A tecnologia vai transformar profissões, modelos de negócio, aquilo que é feito por humanos e aquilo que será feito por máquinas. Mas nenhuma máquina terá a tua empatia, a tua generosidade, a tua capacidade de imaginar o que ainda não existe, a tua habilidade de colaborar e criar com outras pessoas.

 

É por isso que escrevo esta carta: para te lembrar, para me lembrar, que o futuro não é um lugar onde se chega, é algo que se constrói. Dia após dia escolha após escolha, erro após erro. Sim, leste bem: erro. Quero que saibas que errar não nos diminui, prepara-nos. Os teus erros serão, tantas vezes, os teus melhores professores. O que te peço é que nunca deixes que o medo de errar escolha por ti. E, já agora, deixa-me partilhar contigo algo que demorei décadas a aprender: as tuas forças não estão apenas no que te sai naturalmente bem. Estão também, naquilo que te apaixona ao ponto de te fazer persistir.

 

O mundo para o qual estás a crescer precisa de gente inteira. Inteira, não perfeita, porque a perfeição é uma utopia. Precisa de pessoas capazes de pensar, de cooperar, de cuidar, de imaginar novas soluções para problemas antigos. Por isso, escolhe com o coração, mas também com a curiosidade. Explora áreas que te desafiem. Aprende a aprender. Não tenhas medo de mudar de rumo.

 

Quando olho para ti, vejo alguém capaz de se adaptar, de crescer e de contribuir para um mundo melhor do que aquele que eu encontrei. E isso dá-me uma enorme esperança. Nos dias em que não ganhares, e acontece-nos a todos, lembra-te de que o futuro não é uma resposta certa, é uma pergunta aberta. E tu tens tudo o que precisas para a responder, passo a passo, com coragem.


Deixo-te um desafio: lembra-me todos os dias disto que acabei de escrever. Eu, nós, adultos, precisamos mesmo!


Um beijinho, 


A tua mãe.

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