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O cenário mais icónico da digressão mundial de Bad Bunny acabou por dar origem a uma batalha judicial.
A famosa “casita”, que se tornou um dos símbolos visuais da digressão DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour, está no centro de uma batalha judicial. Segundo avançam vários meios internacionais, o proprietário da casa original que inspirou o cenário dos concertos de Bad Bunny exige uma indemnização de 6 milhões de dólares (aproximadamente 5,2 milhões de euros), alegando utilização indevida da imagem do imóvel.
De acordo com a agência italiana ANSA, Román Carrasco Delgado, de 84 anos, avançou com uma ação judicial contra o artista e várias entidades ligadas à produção do espetáculo, defendendo que a sua habitação foi transformada num elemento central da digressão sem autorização para essa utilização comercial.
O caso remonta a 2025. Segundo o Idealista Espanha, a casa localizada em Humacao, Porto Rico, foi utilizada durante as filmagens da curta-metragem que acompanhou o lançamento do álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS. O proprietário garante que autorizou apenas essa utilização específica e que nunca deu consentimento para que a imagem da habitação fosse reproduzida em merchandising, campanhas promocionais ou na cenografia da digressão mundial.
A réplica da casa rapidamente se tornou um dos momentos mais emblemáticos dos concertos. A publicação espanhola LOS40 descreve a “casita” como um dos elementos centrais do espetáculo, funcionando como um espaço VIP integrado no palco, onde convidados especiais assistem aos concertos ao lado do artista. A mesma publicação refere que a estrutura acabou por ganhar protagonismo próprio nas redes sociais, tornando-se um dos símbolos mais reconhecíveis da atual digressão.
Segundo o The Times, a “casita” gerou também debate em Espanha devido ao seu carácter exclusivo. O jornal britânico refere que alguns fãs e comentadores questionaram a existência de uma área reservada a celebridades e convidados especiais num espetáculo associado a um álbum que aborda temas como identidade cultural, desigualdade e gentrificação em Porto Rico.
A dimensão mediática da estrutura ajudou a aumentar a notoriedade da casa original. De acordo com o Idealista, o proprietário afirma que a habitação se transformou num ponto de interesse turístico não oficial, recebendo regularmente visitantes, curiosos, fotógrafos e criadores de conteúdo, o que terá afetado a sua privacidade.
O caso tem sido acompanhado por vários órgãos de comunicação internacionais. A La Repubblica destaca que a ação judicial representa mais um capítulo inesperado no fenómeno global gerado pelo álbum e pela digressão, enquanto o jornal desportivo espanhol AS sublinha o valor da indemnização reclamada e o impacto que a “casita” teve na identidade visual do espetáculo.
Até ao momento, nem Bad Bunny nem os representantes da produção da digressão fizeram comentários públicos sobre o processo. Enquanto o litígio segue o seu curso nos tribunais, a “casita” continua a ser um dos elementos mais fotografados e comentados da maior digressão da carreira do artista porto-riquenho.
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