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A opinião de Rogério Canhoto
Atenção! Atenção! Prestem muita atenção!
6 de dezembro de 2018
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Atenção! Atenção! Prestem muita atenção!
Rogério Canhoto
CRO Grupo Impresa

O desafio que todos os profissionais do marketing, da comunicação e da publicidade enfrentam atualmente é este: “Como cativar a atenção dos nossos targets, num contexto de grande fragmentação da atenção”.

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Num cenário em que proliferam cada vez mais pontos de contacto relevantes, a capacidade das nossas audiências de prestar atenção, de forma ininterrupta, pode ser um grande desafio.

O “vox pop” diz que temos uma grande fragmentação da atenção ao longo do nosso dia a dia, que nos tornamos superficiais no consumo de informação, que não temos tempo para nada, enfim, que são só dificuldades.

E se olharmos para os números mais recentes? O que é que eles dizem? Na realidade os números indicam que o consumo total de media está muito estável (WARC Global Media Consumption 2018), em torno das 11.00h por dia, que o digital tem uma grande fatia desse consumo (em especial através de smart phones).

Indicam também que se têm alterado os hábitos de consumo de media, através dos novos equipamentos e plataformas de disponibilização de conteúdos e, como consequência, apontam uma clara tendência, o “apetite” por conteúdo tem vindo a aumentar em todas as faixas etárias e em todos os segmentos de mercado.

Quando analisamos a realidade nacional, 92% dos adultos Portugueses continuam a ver conteúdos através de um écran de TV tradicional, mas os seus hábitos evoluíram para ver cerca de 45% dos conteúdos em time shift, e cerca de 20% em stream (Hootsuit – Global Digital Report 2018)

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Curiosamente, este poder do lado do consumidor que lhes permite decidir o que ver, quando ver, onde ver e em que tipo de écran o vão ver, tem uma causa e uma consequência. A causa, é que no meio de tanta alteração, o consumidor não perdeu a sua capacidade de dirigir a sua atenção a algo que o interessa, e consumir aí o seu tempo. A consequência é direta, e faz com que, atualmente, o mais relevante seja o conteúdo, independentemente da plataforma que é utilizada para a visualizar.

Esta aparente fragmentação da atenção só existe se o conteúdo não for relevante. Quando é relevante, temos alterações profundas de comportamento.

Um bom exemplo dessa alteração de hábitos é aquela a que assistimos agora com o fenómeno “Casados à Primeira Vista” na SIC. De um momento para o outro, a faixa horária das 19.00h às 20.00h, em TV linear, regista um acréscimo de audiência muito significativo, e ganha uma relevância fortíssima. E não estamos apenas a falar apenas das “audiências tradicionais”, verifica-se um acréscimo de consumo em todas as faixas etárias. Ou seja, os MILLENIALS também veem TELEVISÂO, pasme-se (leia-se com forte ironia).

Então qual a fórmula mágica? Simples! Conteúdo! Conteúdo Relevante! Ah, e disponibilizado em multiplataforma claro, sem isso, nada feito! Quando somos capazes de produzir um conteúdo que estimula a curiosidade, que motiva o entretenimento, que fornece informação interessante, que reflete comportamentos sociais atuais, conseguimos captar a atenção das nossas audiências e evitar a dita fragmentação de atenção.

E como sabemos que estamos a ter esse sucesso para lá da evidência dos números? De uma forma simples. Back to basics… é que no dia seguinte, a conversa de café é exatamente sobre o que viram no dia anterior na Televisão.

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