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O Mundo Virtual não é uma realidade de hoje; quem não se lembra do second life, que em 2003 levou a fortes investimentos de marca.
Na altura, como hoje, entendeu-se esse mundo virtual como extensão de vida humana real, onde cada ser humano poderá estender/aumentar a sua vida numa realidade paralela, em coerência com a sua vida terrena ou em disrupção, por exemplo, mudando de sexo ou tendo outra profissão.
Esta tentação de alargar a realidade onde vivemos está, do meu ponto de vista, muito ligada à condição humana, que nos permite imaginar e sonhar. Ora uma tecnologia que alavanca essa possibilidade e materializa aquilo em que pensamos, é uma tecnologia tentadora e atraente.
Os recentes desenvolvimentos da inteligência artificial vieram potenciar este mundo virtual porque o colocam em “simbiose” com o mundo real.
Em “simbiose” porque ao contrário das anteriores propostas de mundo virtual que eram, de alguma maneira separadas do mundo real; hoje, a conjugação das redes sociais com a inteligência artificial cria uma realidade misturada entre o real e o virtual.
Perfis e conteúdos criados por realidade virtual são hoje amplamente aceites e utilizados por humoristas para dar uma nova animação e/ou personificar a piadas antigas; existem perfis falsos de pessoas bonitas mas que não são reais e até uma banda musical artificial, The Velvet Sundown com cerca de um milhão de ouvintes por mês no spotify.
Sabemos que inicialmente os perfis virtuais, anteriormente chamados de falsos, foram usados inadequadamente para manipulação de opinião pública e resultados eleitorais, como no caso cambridge analytica. Hoje assistimos à criação virtual como mais um elemento de entretenimento que se mistura com a realidade e que é cada vez mais difícil de distinguir.
Está por avaliar se esta realidade é positiva ou negativa para a sociedade e a vida humana, muitos especulam sobre isso, uns a favor outros contra; contudo na realidade ninguém sabe. Usando o senso comum diria que, como tudo na vida, terá os seus benefícios e os seus efeitos negativos, cabe-nos a nós, humanos decidir como usar.
Assumindo que a utilização positiva destas tecnologias não será percebida como um contravalor e/ou um elemento prejudicial à vida humana individual e social, diria qua a mesma abre imensas oportunidades para a gestão de marca; uma vez que permite a criação de personas e conteúdos completamente ajustados ao universo das marcas; aliás permite mesmo a criação de um universo muito mais preciso.
Estamos perante uma excelente oportunidade de inovação, a qual comporta, como todas as inovações, os seus riscos.
Para refletir e experimentar.
Votos de um bom verão e umas boas férias.
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