ghost image socials
Carolina Raquel
A visão de uma jovem designer sobre a moda nacional
15 de março de 2019
Image
Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.
A visão de uma jovem designer sobre a moda nacional
Ana Gaboleiro
Coordenadora Editorial Digital

Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, inspiram-na a natureza e as atividades ao ar livre. Conhecer novas pessoas, visitar regiões e as suas tradições, e trazer na memória os sabores e cheiros que caracterizam o país é o que a move.

Convidámo-la para fazer parte da nossa rubrica digital “À 2ª Acordamos Qriativos”. Respondeu entusiasmada, mas Carolina Raquel mora em atualmente em Londres. No entanto não quisemos perder a oportunidade de conhecer a grande vencedora do Sangue Novo da ModaLisboa, uma plataforma que dá a conhecer jovens designers emergentes.

A sua coleção “A Complex Form” impressionou e agora vai ter a oportunidade de frequentar o “Master in Fashion Design”, curso de moda em Florença, Itália.

Convidámo-la porque é uma jovem criadora, porque é o futuro da moda nacional.

“A distinção da ModaLisboa foi algo importante para mim. Na primeira fase do concurso o feedback tinha sido positivo da parte da indústria e também da organização e do júri do concurso. Na segunda coleção, o júri acompanhou o processo de desenvolvimento da coleção, desde pesquisa, definição do conceito, desenvolvimento de design e produção final e sempre mostraram muito interesse e curiosidade na forma como estava a trabalhar e nos conceitos que estava a desenvolver. Contudo, até ao momento em que é anunciando, nenhum de nós sabe quem irá ser o vencedor”, explica-nos a jovem designer.

Antes de gostar de moda, Carolina apaixonou-se pelo processo de criação de uma coleção. Inspirou-se nos designers japoneses, como Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo, e percebeu rapidamente que moda é mais do que peças de roupa. Para Carolina, moda é pensamento, é reflexão.

Diz que cada peça é única, sejam no tempo e dedicação que cada uma requer ou até mesmo no próprio ato de vestir.


Image



“Quando empresto peças a stylists para serem fotografadas para editoriais dizem-me sempre que vestir algumas das minhas peças só por si uma experiência criativa, porque requer perceber o funcionamento da mesma – não é straightforward”, refere.




Foto: Pedro Moura Simão


Mas o que fez de facto diferença nesta coleção? Carolina optou por materiais diferentes, como a resina, utilizados para criar artesanalmente apliques e botões como se se tratassem de pequenas esculturas. Os acessórios foram todos feitos com recurso a missangas e também resina em colaboração com uma designer têxtil australiana que conheceu em Londres, Miette Farrer.

“O trabalho manual que está presente na coleção é muito e isso cria um sentimento de individualidade em torno do que está a ser apresentado e, sem dúvida, faz a diferença”.

Carolina trabalhou no atelier Alexandra Moura e fez estágios de longa duração nos estúdios de Christopher Kane, Roksanda e Simone Rocha.

Agora vai seguir rumo a Florença para uma nova experiência.

“O Master em Design de Moda na Polimoda é uma forma de estender a minha prática criativa e aprofundá-la ainda mais. Tendo estudado quatro anos no London College of Fashion, será muito benéfico fazer o mestrado num contexto criativo diferente para expandir a minha rede de contactos, mas também absorver outras perspetivas conceptuais e diferentes metodologias. A indústria da moda é só uma, contudo a maneira de se trabalhar em Portugal, Reino Unido e Itália é radicalmente diferente, por isso acho que irá ser positivo para mim ter esta experiência num novo contexto”.

“Os portugueses consomem luxury e independent designers”

Nos últimos anos, a moda nacional tem-se vindo a reinventar e por isso quisemos saber como é que Carolina olha para o setor atualmente.

“Observado a situação de um ponto de vista mais geral, julgo que o problema reside na mentalidade do consumidor português. Muitos portugueses consomem luxury e independent designers, contudo o cidadão comum não entende bem o que é a cultura da moda. Comprar Made in Portugal e comprar qualidade não está enraizado na nossa cultura ainda. Há um grande investimento em variadas áreas, contudo moda não é uma delas. Existe uma grande cultura de fast fashion porque para muitos é mais importante quantidade/menor preço/efemeridade que qualidade/elevado preço/durabilidade. Na mentalidade do cidadão comum existem muitos preconceitos em relação à área e não é considerada de investimento prioritário para a cultura do país. Existe sim um investimento em produção, daí sermos um dos países que produz mais para as marcas de luxo, pois a qualidade de produção é alta e os preços muito atrativos para essas marcas. Estamos a trilhar o nosso caminho, passo a passo”, acrescenta Carolina.

A trilhar o seu caminho está também Carolina que olha para o futuro com confiança.

“Irei iniciar o mestrado em outubro em 2019 e pretendo continuar a colaborar com diferentes pessoas relacionadas com a moda e outras indústrias criativas. A junção de pessoas com diferentes capacidades é muito benéfica e traz apenas coisas positivas ao desenvolvimento de um projeto. Planeio enquanto fizer o mestrado em Itália estabelecer contactos com a indústria têxtil italiana, mas também trabalhar durante alguns meses num atelier em Itália e ter algumas experiências profissionais lá”, explica.



Artigos Relacionados

Em ação solidária
22 de março de 2019
Últimas
Calamidade está a afetar região
21 de março de 2019
Marcas & Empresas
Grupo apresenta resultados
21 de março de 2019
Marcas & Empresas

fechar

fechar

Subscreva a nossa newsletter e receba no seu e-mail as notícias mais quentes da área.

Imagens de Marca Newsletter

Obrigado, consulte o seu email.

Li e aceito a política de privacidade.

Cristina Amaro Newsletter

Obrigado, consulte o seu email.

Li e aceito a política de privacidade.