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A opinião de Carolina Afonso
A produtividade, o tempo e as expetativas na era digital
24 de julho de 2019
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A produtividade, o tempo e as expetativas na era digital
Carolina Afonso
Professora Universitária | Marketing Manager

As tecnologias e o digital vieram trazer novas dimensões às nossas vidas. Há os que valorizam esta nova realidade, por acreditarem que o digital veio trazer eficiências em processos, automatizando-os, maior acesso à informação, novas possibilidades de colaboração e interação. Outros há que são cépticos quanto aos impactos reais que as novas tecnologias trouxeram, pois se é um facto que, por um lado, podemos automatizar, por outro a curva de adopção traz quebras de produtividade e distrações, quando olhamos também na vertente pessoal que passou a estar mais presente em horário laboral. Dizem que no meio está a virtude e eu, como tendo a desconfiar de médias, acredito que cada caso é um caso e não podemos polarizar nem extremar posições. Porém, há uma certeza: “o mundo pula e avança”, como diz o poeta, e não podemos (ainda) parar o tempo, que nos parece cada vez mais acelerado. Como podemos então medir se estamos ou não a ser produtivos na nova era digital?

Li vários artigos e intervenções da Elizabeth Grace Saunders, reputada especialista em gestão de tempo e destaco esta infografia publicada num artigo seu na Harvard Business Review. Partilho convosco porque, quando vi, apercebi-me que já aplicava estes critérios, ainda que não estivessem sistematizados no meu dia-a-dia.

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A produtividade está diretamente relacionada com as expectativas, ou seja, estou a conseguir concretizar aquilo a que me propus fazer de forma realista? De seguida, as expectativas sou eu que as crio e tento cumpri-las, ou são impostas por outros? E esta dimensão é muito importante, pois é aqui que muitas vezes se esbarra e é aqui que começam a surgir as frustrações e entra em ação a gestão de expectativas. Na realidade, temos que cruzar aquilo que são as expectativas de outros com as nossas próprias que, no caso empresarial, deve ser o desígnio da empresa, a noção de bem-maior. Se agirmos em conformidade, estaremos a ser produtivos. A terceira questão adiciona mais duas variáveis, que é precisamente a gestão do tempo e dos recursos certos. É o momento da definição de prioridades, daquilo que é “core” e urgente, do que é secundário e acessório.

Resumindo, ser produtivo na era digital apresenta-nos a possibilidade de voltarmos a repensar estas temáticas e de cruzar variáveis clássicas da gestão como as expectativas, do tempo e dos recursos. Percebermos também que, hoje em dia, a sofisticação já não está na “linha de montagem” de Ford, mas sim na hábil interseção entre estas variáveis, sendo que o bom senso (que ainda não se pode automatizar) entra como uma variável moderadora e condição necessária.

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